Edição Número 68
RACIOCÍNIO POLÍTICO
João Coelho (1º suplente de vereador do PDT)
Rememorando antigo humorístico da televisão, lembro quando o ator fazia o papel de um político que tinha explicações para todos os problemas do povo. Era o deputado pacotão.
Um de seus súditos chega reclamando: "- Deputado, a batata está mais cara de novo!"
"Ora, responde o parlamentar, aumentou o preço do petróleo, tem que aumentar o preço dos derivados."
"Mas, deputado, batata não é derivado do petróleo? Da terra, deputado."
"E de onde vem a batata?"
"Da terra, também. "
"Quando o governo aumenta o preço da gasolina e o povo reclama, o que é que ele faz?"
"Manda o povo plantar batatas".
"Então? Batata é derivado do petróleo. É só seguir o meu raciocínio político."
Em Guidoval aconteceu um fato na vida real, parece até presidido pelo deputado pacotão. Desde as eleições municipais passadas que o senhor prefeito e o vereador majoritário do PDT, João Batista Ferreira, vivem igual a carne com a unha. Aonde o prefeito vai o vereador é companhia inseparável, e o dito vereador lançou-se candidato à presidência da Câmara. Vindo a eleição, o vereador perdeu, visto que os dois companheiros do seu partido votaram contra. Procurando explicar tamanho absurdo, o vereador deu entrevista numa rádio local, onde relatou que o prefeito trabalhou contra, convencendo o vereador companheiro João Batista de Souza a votar noutro candidato, em troca de uma considerável quantia em dinheiro que ele, o prefeito parece lhe daria do próprio bolso. É bom lembrar que o vereador acusado já havia dito antes que não votaria, em hipótese alguma, no candidato do PFL, ora eleito, com quem se desentendera por motivo de mando político. Parece até piada de bêbados.
Como o senhor prefeito é um verdadeiro ator, sabe representar brilhantemente qualquer papel, com certeza vai chamar o vereador derrotado para uma reunião. Aparecendo um bom número de pessoas ele vai discursar por horas a fio, vai chorar, vai jurar de pés juntos que João Enfermeiro é o seu melhor amigo. Vai censurar os que estão escrevendo a respeito do assunto, chamando-os de justiceiros peçonhentos. Depois, quando o povo estiver hipnotizado pelas suas palavras, ele vai dizer: "- Tudo vai ficar certinho. Depois da tempestade, vem a bonança. É só nós seguirmos o raciocínio político. Aí nós descobriremos, entre outras coisas, que "batata é derivado do petróleo".
Está deprimido? Coma banana!
Parece estranho, mas esta fruta está sendo recomendada para as pessoas deprimidas. A explicação é que a fruta faria aumentar os níveis de serotonina -neurotransmissor que atua nas conexões nervosas aumentando o bem-estar psíquico. Esta recomendação não é unívoca entre os especialistas. Afinal, não há nenhuma pesquisa comprovando o efeito antidepressivo da banana. De qualquer forma, você poderá utilizá-la como complemento da sua alimentação, mal não fará.
Na continuação de sua crônica, Maurício de Souza conta um novo fato vivenciado no Parque do Ibirapuera. Que fenômeno é esse? Continue lendo as crônicas e veja se você consegue ajudá-lo.
ESQUADRILHA DE DISCOS NO IBIRAPUERA

(Continuação da crônica anterior).
Inverno de 1977.
Domingo de sol no "Parque do Ibirapuera", em São Paulo.
Eu e Alice, minha esposa, observamos nossas filhinhas gêmeas —Vanda e Valéria— de seis anos, patinarem sob a grande marquise.
Alice acomoda-se, sentada, no gramado. Eu estou deitado com a cabeça em seu colo, olhando para um céu que começa a mudar de cor. Tons alaranjados nas poucas nuvens visíveis aqui e ali, indicam que um pôr-do-sol lindo se aproxima.
Descanso os olhos olhando para o alto, para o nada que paira bem acima de mim.
De repente, percebo algo de estranho no céu.
Custo um pouco a "focalizar", mas depois de algum esforço, noto uma série de bolinhas se movimentando pra lá e pra cá no espaço.
São esferas metálicas, todas com a mesma dimensão, que revoluteiam como se tivessem marcado um encontro bem ali, em cima do parque.
Havia grupos de três, quatro, próximos. Dali a pouco chegam mais duas. Em seguida, mais uma, depois mais uma ou outra se afasta em grande velocidade e de repente chega mais uma formação.
O sol quase no poente ilumina as esferas de lado e denuncia suas formas perfeitamente arredondadas, com a sombra de um lado e o brilho metálico meio opaco, do outro.
Depois de alguns minutos de admiração e curiosidade, peço para Alice olhar para cima —exatamente na vertical— e me dizer o que vê.
Ela custa um pouco a focalizar os objetos em formação irregular, que vêm e que vão.
Mas quando percebe, fica tão admirada quanto eu.
Peço que ela descreva os movimentos, quem chega, quantos saem, e ela vai dizendo exatamente o que eu vejo também.
Ficamos ali muitos minutos assistindo ao balé das esferas.
Não tenho nenhum impulso de chamar alguém para mostrar o espetáculo.
Podem não ver nada. As esferas estão muito distantes, no alto, e ainda corro o risco de ser olhado com desconfiança.
O céu começa a escurecer. As crianças retornam, querendo beber alguma coisa.
Alice e eu voltamos os olhos para a Terra.
Ela ainda comenta... "Pareciam espermatozóides voadores!"
E pareciam mesmo. Pela quantidade e forma como se moviam no céu.
Anoitece.
Voltamos para casa com mais um mistério para me ser explicado, um dia.
A seguir: finalmente uma foto...do quê?
(Na próxima crônica: Faróis e luzes no céu).
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A ESPERANÇA RESISTE
Marcílio Vieira
No limiar do século XXI as sociedades de nosso planeta ainda não resolveram seus problemas mais graves. Desde que o homem descobriu a agricultura, até a era da informática, o que vemos é uma minoria insignificante explorando a grande maioria da população mundial. Enquanto pouquíssimos vivem em mansões, fartam-se em banquetes, têm de sobra as riquezas geradas pela força do trabalho, aqueles que dão seu esforço, suor sangue e lágrimas, para a produção das riquezas, vivem em barracos desconfortáveis e anti-higiênicos, não têm roupas adequadas para se agasalharem, não têm comida suficiente para se alimentarem, não podem cuidar bem de suas saúdes, não têm direito a se educarem, não podem, sequer, ter esperança, pois sabem que passarão por essa vida sendo um mero "burro de carga", "uma laranja que depois de fornecer o líquido cobiçado, transforma-se em bagaço".
No meio dessa dicotomia entre afortunados e miseráveis, como fiel da balança, fica a classe média. Os filhos dessa classe têm direito a uma vida digna e à esperança. Por causa disso, embora não tenham as mesmas riquezas dos afortunados, acreditam que o destino da humanidade é conviver com a injustiça social. A classe média é o PFL da história da humanidade: quando alguém chega ao poder, ela logo se prontifica em apoiá-lo. Contenta-se com uma pequena parte e a possibilidade de almejar a ascensão social.
Todo mundo vai aos cultos religiosos (o número dos que não acreditam em Deus é insignificante). Todos têm a consciência tranqüila, pois a ideologia burguesa trata de propagar que a vida é assim mesmo: "a injustiça social é obra divina, sempre existirão os afortunados e os miseráveis. Os afortunados que fizerem caridade irão para o céu, os miseráveis que não se rebelarem, também". Essa é a ideologia dominante. De nada valeram os exemplos e as palavras de Jesus Cristo, para essa gente pervertida, que desvirtuam o cristianismo.
No final do século XX o neoliberalismo impera sobre todos os povos. É a verdade absoluta, e ai de quem ousar contestá-la. Os planos econômicos não são elaborados para minimizar as mazelas sociais, mas para tornar os abastados ainda mais milionários, sem ter a mínima sensibilidade com a miséria gerada na outra parte da balança social. Os países emergentes (palavra da moda, para denominar os subdesenvolvidos que sonham entrar no 1º grupo das rapinas internacionais), na ambição de enriquecerem ainda mais os seus afortunados, fazem o jogo do G-7 ("os sete agiotas desse mundo cão"). Os Estados Unidos reinam soberanos; todos os planos econômicos adotados pelo mundo afora, são idealizados por seus capachos e encontram no 3º mundo governantes servis a defendê-los como se fossem a salvação da pátria.
Todos os governichos anseiam em manter o Tio Sam como a grande potência (Ave de Rapina Mãe, que tratará de lotear com as demais avezinhas a riqueza alcançada).
Presidentes do países explorados fazem o jogo do Tio Sam. Nós brasileiros, também temos nosso lacaio (chefe de nosso governicho). Trata-se de FHC: o maior vendilhão da história de nosso sofrido e explorado Brasil. Ele usa o discurso da "modernidade neoliberal": "os abastados estão perdendo seus lucros, é preciso corrigir isso tirando dos trabalhadores, que ficarão mais miseráveis. Mas não há problema, pois haverá estabilidade econômica e a exclusão social é o preço que deverá ser pago para alcançá-la". Esse é o discurso do governicho tucano. Pena que o povo não compreenda essa trama maléfica que se desenrola no Brasil do anos 90.
Muro de Berlim foi ao chão, a Rússia Socialista implodiu, o Leste Europeu beija os pés dos "sete agiotas". Nas guinadas desse final de século, tudo fiou mais fácil para os neoliberais. Poucos se assumem neoliberais, mas ninguém ousa tomar uma medida contrária ao neloliberalismo. A Europa está mudando o curso? Surgiu um 3a via? Tudo não passa de uma nova roupagem que os agiotas estão vestindo. A rapinagem continuará a mesma.
Ninguém mais defende abertamente o socialismo; são poucos os que ousam dizer que a democracia social russa era muito mais digna que a "democracia" política das sociedades capitalistas.
Graças a Deus não estamos no fim da história. A humanidade continua caminhando. Mesmo com as perdas de conquistas sociais e de referência caras aos explorados, com as injustiças sociais se agitando, a humanidade continua caminhando. E nesse caminhar, o ser humano encontrará o momento propício para construir uma sociedade nova. Uma sociedade onde não caberá as limitações do socialismo real, mas onde certamente terá papel fundamental a democracia social que imperou na Rússia Socialista.
Graças a Deus, Cuba resiste a Fidel Castro não dobrou (nem dobrará) os joelhos diante do neoliberalismo que o Tio Sam impõe ao resto do planeta.
CUBA É UMA ILHA DE ESPERANÇA PARA OS QUE SONHAM E LUTAM POR UMA SOCIEDADE VERDADEIRAMNETE DEMOCRÁTICA E JUSTA.
UM CONTO DE NATAL
Rodrigo M. de Oliveira
Certa vez, estava eu em um banco numa praça a olhar pássaros e alguns insetos que voavam e pousavam em árvores nos jardins. Era véspera de Natal e a cidade enfeitada com um pouco de atraso - mas que não deixou de fazê-lo - brilhava anunciando toda uma época de felicidades, festas ...
As luzes piscando ao longe pareciam vaga-lumes que espantavam por um instante a escuridão.
Foi quando, então, cinco crianças chegaram e sentaram-se no banco geminado de costas para o meu. E não sei porque começaram a falar sobre o Natal. Parei de viajar sozinho e peguei carona na conversa das crianças.
- Meu pai falou que o Natal é comemorado desde a Idade Média! - iniciou um dos jovens.
- Acredito que naquela época devia ser um grande folia, não é mesmo? - retrucou a única menina do grupo.
- E os presépios? O que significam? - perguntou um terceiro.
- Ora, ele é a representação dos primeiros dias do menino Jesus na manjedoura lá naquela espécie de capelinha de sapé. - explicou um quarto.
- De onde surgiu a figura do Papai Noel? Alguém sabe? - voltou a falar o primeiro.
- Eu sei - iniciou o quinto - ele é a idealização de São Nicolau, bispo de Mira, lá na Lídia...
- ... Isso, tem uma lenda, também, que diz que ele fez ressuscitar três crianças que haviam sido mortas e teriam sua carne vendida!
- É mesmo!? - assustou a menina.
- Mas, e os presentes dados por Papai Noel? Quando é que eles entram na história? - perguntou o quarto para o quinto.
- Li uma vez, que esta mania de dar presentes vem do tempo dos reis magos. Lembram-se? Foram eles que deram presentes para o menino Jesus. - respondeu.
- É mesmo! Como é que eu não havia pensado nisso antes - concordou um dos outros meninos.
- E o presépio é devido a São Francisco de Assis... ou estou enganado? - perguntou a menina.
- É isso aí. Hoje é montado em muitas casas, mas no início era montado somente nas igrejas! E os animais são sempre lembrados, principalmente o boi e o burro - disse um outro menino.
- Missa do Galo, os cânticos, a ceia e a árvore de Natal são algumas das outras formas que ajudam a compor o ambiente natalino - terminou o outro jovem.
Nesse momento as crianças se levantaram e já iam se despedindo quando, então, apresentei-me:
- Meu nome é Rodrigo. Ouvi toda a conversa de vocês. Fantástico, nunca tinha visto crianças tendo uma conversa tão séria e bonita. Porém, durante todo este bate-papo nenhum nome foi citado e eu gostaria de saber : Qual o nome de cada um de vocês?
E eles responderam:
- José.
- Maria.
- Baltazar.
- Belchior.
- Gaspar.
Confesso que não acreditava no que acabara de ouvir. E eles foram saindo e se dirigiam para um local onde, há algum tempo, havia uma cabana de sapé. Nesse momento, olhei para o céu; uma grande estrela, piscando, brilhava. Seria a Guia? Arrepiei-me. Não sei, olhei para os meninos que já iam longe, para um burro que puxava uma carroça, para os pássaros que ainda piavam nas árvores, ... Seria um presépio vivo do mundo moderno, também, não sei. Acho que sim.
De repente, levo um susto. Acordo. Eu estava sonhando! Em minhas mãos um cartão de Natal. Quem o teria colocado ali. Olho para frente e, do outro lado da rua, vejo uma criança de 2 anos aproximadamente, acenando com a mão.
Abri o cartão e lá estava a mensagem : "Se você disser isso para alguém, ninguém acreditará; portanto, transforme esta história num conto de Natal. FELIZ NATAL E BOAS FESTAS!"
Pensei comigo: seria ele o personagem que, ainda, não havia entrado na história? Talvez fosse o menino Jesus.
Bom, de qualquer forma, atendi à mensagem, escrevi mais um CONTO DE NATAL.
Prosperidade para todos!
MENSAGEM
A força que transforma a humanidade é a união, em todos os instantes, formando um elo entre os homens e interligando os corações transformando-os em uma só alma. Mas para que haja este enlace é necessário uma divisão de amor, sinceridade e lealdade fraterna, como faziam os cristãos que dividiam amor, alegria e bens, unificando a comunidade em um só corpo e em uma só alma.
Que tal se nessa data olhássemos juntos para aqueles que estão ao nosso redor, necessitando de pão, agasalho, saúde, direitos humanos e fazermos esta divisão neste encantador dia de Natal.
O Movimento Ecológico Guidovalense tenta fazer a sua parte. Esforça-se para levar a todos as informações básicas sobre a natureza, sobre o meio ambiente. E gostaria que a realidade fosse outra para aqueles que nessa noite de Natal, simplesmente não têm nada para comer...
Roguemos e pedimos para que o menino Jesus acenda em nossos corações a chama do amor para que possamos ajudar nossos semelhantes... mais necessitados. Que os homens sejam guiados pela luz maior, que os carentes sejam lembrados, e que a natureza esteja sempre acima de tudo. E que a árvore enfeitada nos lares, seja lembrada sempre e tida como um troféu que deve ser defendido para que o mundo seja mais puro.
Um Feliz Natal, Próspero 1999 e que tenhamos um Meio Ambiente ecologicamente equilibrado.
BOLO DE CENOURA COM COCO
Ingredientes:
Modo de Preparo: Bata no liqüidificador os ovos, o leite, o açúcar e as cenouras picadas. Depois passe para uma tigela e misture bem o coco ralado, a farinha e o fermento em pó. Coloque em forma untada e leve para assar. Desenforme e cubra com calda de chocolate.
Calda de Chocolate: