Edição de 30 de abril de 1.999 - Número 71

 

Guidovalense de estirpe

Não li e não gostei. Explico.

Toca o telefone. Atendo. É a minha irmã Zezé indignada com o fax que acabara de receber de Guidoval. Nele, um escrito infame, desairoso e inverídico sobre o Renato Moreira da Silva. O folhetim, não se sabe a que propósito, difama e denigre um verdadeiro cidadão guidovalense. Conheço o Renato, Delegado, Renatinho desde quando eu ainda era criança. Primeiro como jogador de futebol e mais tarde técnico de nosso glorioso Cruzeiro Futebol Clube, depois em 1.961, como jornalista e repórter do jornal "A Voz de Guidoval".

No início da década de 70 produtor, dramaturgo, diretor e ator de diversas peças teatrais encenadas em nossa cidade.

Num país onde poucos conseguem se alfabetizar, Renatinho tem curso superior, é economista. Este conhecimento lhe permitiu ser professor no Ginásio de Guidoval e na Faculdade de Visconde do Rio Branco.

Desde 1.977, mesmo com sacrifícios, dirige o SACA-ROLHA, jornal com maior tempo de vida e sobrevida de nosso município.

O verdadeiro caráter do Renatinho está registrado nas páginas do SACA-ROLHA através de campanhas institucionais reivindicando o Colégio de 2º grau , EMATER, asfalto Guidoval-Ubá, denunciando sempre a poluição do Chopotó, defendendo o indefeso e humilde Berto de Paula espancado por alguma besta humana.

Pode-se também ver, no jornal, o espírito iluminado de Renato Moreira da Silva liberando espaço a nossos poetas e escritores, promovendo concurso literário, valorizando nossos ícones culturais como o Maestro Osvaldo José de Barros (Sô Tute) ou a Profª. Carmem Cattete Reis Dornelas ou destacando nossos baluartes morais como a parteira Maria Leopoldo ou mesmo apoiando movimentos como a Rua do Lazer e o Festival de Batidas .

É verdade que em Guidoval, realmente, aportam-se muitos pára-quedistas. Eu mesmo conheço vários. Não é este o caso do meu amigo Renatinho, um guidovalense nato.

Entretanto, o fato de nossa cidade abrigar tão díspares cidadãos, sabe vindos lá de onde; é o que a torna atraente e cativante, esta babel hospitaleira, merecedora de elogios até do grande escritor Lúcio Cardoso.

Só um guidovalense da gema pode entender o que é alimentar-se de idealismo e sonhos, contentar-se com as homeopáticas doses de honradez, preferir a pobreza digna ao invés de migalhas do fausto perdulário e bajulatório.

Renatinho poderia até estar no bem bom, pendurado num emprego na prefeitura, amparado por decisão judicial. Não quis. Ou então continuar lecionando no ginásio de nossa cidade se submisso fosse, ao poder fugaz, fato muito comum a alguns eternos puxa-sacos de plantão. Também não quis. A sua liberdade e independência não têm preço. É autêntico, com opinião própria e um só compromisso : a consciência tranqüila.

Daqui a cem anos quando de nós só o pó restar, tenho certeza que sobreviverá a mais linda canção guidovalense, a minha canção do exílio, música que eu considero como o Hino do Guidovalense Ausente, feita pelo fértil compositor Renatinho, cuja letra transcrevo abaixo:

" Guidoval eu vou te deixar / E lá de longe, em ti eu vou pensar. /

Se é preciso, o que eu posso fazer,/ O destino assim quis, /Agora tenho que sofrer. /

Minha querida, sei tu és muito boa, / Mas eu vou não é à toa, /

Eu preciso melhorar. / Se Deus quiser, daqui uns anos eu voltarei, /

Arrumarei um grande amor / E só aqui eu viverei. "

Ao Renatinho a minha irrestrita solidariedade. O amigo Ildefonso (Dé) Vieira

 

 Renatinho,

Com grande tristeza, li a matéria assinada pelo Marcelino.

Quero crer, que pessoa tão humilde e filho da nossa querida Guidoval, não teria em mente palavras tão duras a seu respeito.

Tenho por você uma enorme admiração, pois sei que você sempre foi e será um cidadão empenhado no melhor para nossa cidade.

Estas críticas, só serviram para fazer uma chamada ao povo Guidovalense. E eu tenho certeza que um povo com um coração tão belo, só poderá te exaltar e dizer: Renato Moreira, você não é um pára-quedista e sim um filho amado de Guidoval.

Meu carinho e respeito,

Sua ex-aluna, Zezé Vieira.

 

Guidoval, 21 de março de 1999.

Exmo. Senhor:

Renato Moreira da Silva

Diretor do SACA-ROLHA

Rua Belarmino Campos, 192

GUIDOVAL - MG

 

Prezado diretor;

Ao ler o SACA-ROLHA de n.º 070, senti-me no dever de parabenizá-lo pela brilhante maneira de usar o direito de resposta.

É bem provável que o ilustre sofra algum tipo de revide, mas isso não lhe servirá de obstáculo, tenho certeza. Nos "fora da lei" e nos "insensatos" dói o aguilhão da verdade. No homem de bem impera o desejo de justiça.

A grande vitória dos maus é a omissão dos bons. E o meu ilustre, cristão que é, parece ter concebido de cheio as pegadas do mestre nazareno que chegou ao ponto de entregar o seu corpo para ser crucificado e morto, mas, de forma alguma aceitou que o mundo fosse entregue à desordem.

Os meus parabéns ao ilustre diretor são sinceros e partem do fundo do coração. Se muitos outros Renatos florescerem e frutificarem é bem provável que consertemos o mundo.

Atenciosamente,

João Coelho - 1.º Suplente Vereador/PDT/Guidoval

 

 

MALEDICÊNCIA

Entendo que podemos divergir das pessoas no que diz respeito a ideologias sejam elas quais forem, mas devemos antes de tudo preservar o Homem, que na maioria dos casos não é a instituição que representa.

Renato Moreira da Silva, pessoa humilde, de origem mais humilde ainda, contrariou todos os prognósticos sombrios de uma infância pobre, com dificuldades que seus adversários nem ousam imaginar, conseguindo após muita luta seu diploma de nível superior, ECONOMISTA, coisa que 99% das pessoas com seu passado não conseguem.

Conheço o Renato e conheço todas as pessoas que patrocinam o SACA-ROLHA, pelo simples fato de reconhecerem este periódico como a autêntica voz de Guidoval. Atentem para o fato destas pessoas patrocinarem o jornal e não o Renato que o representa.

Hoje, quando se fala em cidadania, civismo e cultura em Guidoval, deve-se falar sempre em Renato, que é a mais fina expressão destes termos. O RESTO É MALEDICÊNCIA!

Meu amigo Renato, esqueça os espinhos para melhor apreciar a beleza da flor, afinal, hoje é nosso ANIVERSÁRIO!

Parabéns e meus respeitos,

Do amigo e admirador, Marcellus Cattete Reis Dornelas

  

Por que Conscientização Ambiental?

Rodrigo M. de Oliveira

Atravessamos atualmente dias difíceis. E dentro desse contexto, fica cada vez mais complicado arrumar um tempinho para pensar em ecologia. Portanto, encontrar uma pessoa preocupada com os problemas do dia-a-dia, com as contas no final do mês e que pare para pensar em preservação ambiental é muito raro.

É por isso que o MEG vem desenvolvendo a conscientização ambiental. O cidadão, mesmo sem tempo, tem que conseguir um espaço para refletir sobre as questões ambientais.

As crianças de hoje já adquirem noção de meio ambiente nas escolas. Coisa que seus pais não tiveram! Agora é possível criar uma conscientização que o adulto predador, que desmata, queima e polui nos nossos dias, não teve na infância. Diante das revoltas da natureza, já somos capazes de dizer que o futuro tende a ser mais promissor, pois quando se conhece o resultado do nosso comportamento e as conseqüências a que estamos sujeitos, paramos para pensar.

"A consciência ecológica de um povo é diretamente proporcional ao seu grau de desenvolvimento. Um agricultor que põe fogo em suas terras para ter menos trabalho, talvez não saiba que está cometendo um crime. Para ele, é um procedimento natural, e não podemos culpá-lo por não ter recebido uma bagagem cultural extra. Informações sobre novas técnicas de plantio, conhecimento sobre os prejuízos causados ao solo e leis mais rígidas poderiam, talvez, alterar um pouco a nossa mais recente história. Milhares de quilômetros de mata poderiam ter sido poupados do fogo. Quando uma pessoa ateia fogo na mata, não sabe que está queimando uma parte do seu futuro e de seus filhos".

É sabido que a união faz a força, daí já é possível dizer o que uma centena de cidadãos não conscientizados seriam capazes de causar ao meio ambiente.

Façamos uma comparação: quem é mais culpado? O agricultor que ateia fogo em suas terras ou o motorista que joga uma ponta de cigarro na beira da estrada?

Perceberam?... Em ambos os casos um desastre ecológico poderá ocorrer apesar de motorista e agricultor estarem em realidades diferentes. O ponto no qual queremos chegar é o seguinte: possivelmente, se ambos tivessem uma conscientização ecológica, na época em que estudaram, hoje eles não estariam cometendo tais tipos de erros. Observe ainda que não queremos aqui culpar nem um nem outro. O que queremos é mostrar que a conscientização ambiental é fundamental para uma época... para que nosso Guidoval continue rico em fauna e flora pelos próximos anos. A conscientização ambiental é capaz de mostrar a todos que mesmo sendo uma cidade pequena como Guidoval, possuímos um meio ambiente riquíssimo, uma biodiversidade incomparável. "Nossas matas e florestas são consideradas a chave do futuro, berço de novos medicamentos que podem acabar com doenças que hoje são incuráveis".

  

Bug do ano 2000 foi discutido em Guidoval

Uma palestra sobre o bug do ano 2000 foi assunto do último dia 19 de março em Guidoval. Numa realização da Casa Silva e da Pró-Informática, proferiam a palestra Augusto Neves dos Reis (Pró-Informática) e Rodrigo Marques de Oliveira (graduando em Física pela UFV).

No primeiro instante da palestra, Augusto apresentou ao público presente os conceitos básicos do bug bem como os problemas que os aparelhos eletro-eletrônicos que utilizem a data para fazer algum cálculo poderão apresentar na virada desse ano. Num segundo instante, Rodrigo colocou as questões judiciais em pauta e apresentou as leis (antigas) nas quais qualquer pessoa poderá buscar respaldo caso seja prejudicado pelo bug. Rodrigo disse ainda que faltavam leis mais específicas para tratar das questões do bug. Até o fechamento desta edição, a OAB (Ordem dos Advogados do Brasil) não tinha informado sobre a criação dessas novas leis. A palestra, voltou a ser apresentada, desta vez, na Escola Mariana de Paiva (antigo Ginásio Guido Marlière) onde foi assistida por mais de trezentas (300) pessoas entre alunos e não alunos.

O bug é o nome dado a uma interpretação errônea dos circuitos eletrônicos quando nos cálculos que envolvam datas. Você poderá receber em janeiro uma conta telefônica em que alguns minutos foram registrados como milhões de minutos; um adolescente poderá receber um comunicado dizendo que ele está aposentado à quase cem anos; funções de programação de videocassetes e televisores poderão deixar de funcionar; algumas regiões correm o risco de iniciar o ano sem energia elétrica; sistemas bancários poderão falhar se não forem corrigidos à tempo, ... e muito mais poderá ocorrer.

Para tanto, desde já está sendo recomendado que ninguém compre e nem venda produtos com prestações que vencerão após a virada, o cidadão deverá tirar o extrato bancário com freqüência e guardá-lo para o caso de eventuais problemas, devem ainda guardar quaisquer recibos como forma de prova caso alguma coisa ocorra e lembre-se (pode parecer piada) não ligue na hora da virada para desejar feliz ano novo, pois o ano pode não começar muito bom para você!

 

Agrotóxicos: só com receituário

Rodrigo M. de Oliveira

Agora só com receituário. Essa foi a frase mais dita na reunião com os comerciantes da área agrícola realizada recentemente em Ubá.

A reunião contou com membros do CREA/MG (Conselho Regional de Engenharia, Arquitetura e Agronomia de Minas Gerais) e do IMA (Instituto Mineiro de Agropecuária). Muitas dúvidas foram sanadas.

A lei é antiga - já está completando dez anos - mas só agora, dado o uso indiscriminado de agrotóxicos nas plantações e a falta de cuidado com as embalagens vazias por parte dos agricultores, a fiscalização resolveu atuar e fiscalizar com maior freqüência.

A partir de agora, um agrônomo terá de ir até a plantação do produtor para identificar a praga e recomendar o remédio correto na dosagem adequada. De posse desse receituário, o produtor dirige-se às casas do ramo onde apresentará o mesmo e poderá, então, comprar só e somente só o produto descrito no seu receituário, mesmo que encontre um similar com igual princípio ativo. Cinco vias compõem o receituário para que a fiscalização seja ainda mais rigorosa: usuário, agrônomo, vendedor, CREA/MG e IMA.

No verso da via que fica com o usuário, ele encontrará os principais cuidados que deverá tomar quando estiver trabalhando com o agrotóxico bem como o procedimento que deverá adotar se sentir-se mal.

Nossa reportagem foi à reunião à convite da Casa da Lavoura (Miguel).

 

Dai a César, o que é de César!

Roberto Urgal Alves

Dois mil anos já se passaram desde que Cristo pronunciou esta atualíssima frase: "Dai a César o que é de César". Nos momentos atuais convivemos dia após dia com esta triste sina. Neste momento me encontro em meu trabalho, situado na rua 13 de Maio, 136; chegou até às minhas mãos uma guia de Arrecadação Municipal (DAM) entregue por um funcionário mirim contratado pela Prefeitura para realização deste árduo trabalho.

No exato momento levou-me a refletir sobre a atual conjuntura municipal, estou ainda tentando me recuperar, pois tendo pago em dia o IPTU do nosso estabelecimento e outros encargos sociais e fiscais, fica difícil poder investir no progresso e crescimento de meu pequeno comércio. Tenho certeza que todos os comerciantes de Guidoval estão passando dificuldades para continuar com as portas abertas, principalmente os que deparam como é meu caso com uma rua sem calçamento, água ou esgoto. Fico muito envergonhado de ver pessoas de outras cidades como Rodeiro, Ubá, Tocantins vindo ao campo do Cruzeiro e se deparando com sujeiras, mato invadindo as ruas e entulhos jogados pelos próprios funcionários municipais.

O acesso ao clube é feito aos pulos, quando não acontece de passar um veículo e jogar barro em todos os presentes.

O que foi feito do dinheiro do IPTU? Perguntei e respondo: foi para o pagamento da alta folha de pagamento da nossa instituição maior. O grande número de funcionários que "TRABALHAM" dentro da prefeitura. Uns colocados por competência, mas grande maioria deles colocados por promessas políticas e eleitoreiras desde os remotos governos.

O que será feito do dinheiro deste alvará? Para nós, os comerciantes, seria bom o conserto de ruas, conservação de limpeza pública, esgoto, enfim uma cidade que todos pudessem viver com dignidade e com orgulho. Resta então para os comerciantes esperar que seja feito com dinheiro dos impostos condições reais de trabalho para poder competir nesta tal globalização.

Para terminar uma frase imprimida na guia de recolhimento: abre aspas "Pague seus tributos em dia e contribua para o desenvolvimento de Guidoval", fecha aspas.

Tranqüilizo o nosso "César" local que pagaremos o tributo, já que nós, os comerciantes, somos trabalhadores honestos. Com certeza de uma coisa: cobraremos no momento oportuno.

Desde já revoltado, mas esperançoso de dias melhores para todos nós moradores de "Roma" e comunidades conquistadas.

 

MAIS RESPEITO

João Coelho*

Num dia desses, em plena duas horas da tarde, dirigi-me ao banheiro para refrescar-me em doce banho, face ao calor excessivo que fazia. Logo mais teria que ir à Ubá, mais precisamente ao Hospital Santa Isabel.

Grande foi minha surpresa, pois a água que ali corria do chuveiro era completamente turva, mais parecia com as águas do Rio Chopotó. Ouvindo os vizinhos disseram que também estavam convivendo com o mesmo problema.

Banhei-me ou sujei-me mais, não sei bem o que aconteceu, peguei o Fusca e fui fazer minha viagem. Chegando ao hospital e cumprindo meu objetivo tomei o caminho de volta. Quando ligava o carro deparei-me surpreso com um paciente de Guidoval que faz hemodiálise em dias alternados. Com retorno programado para onze horas, já eram mais de três da tarde e ninguém aparecia para buscá-lo. O rapaz pediu-me carona e eu o trouxe, comovido e revoltado com o desleixo inexplicável do poder municipal na hora em que o doente mais precisa de atenção.

Revivendo a campanha eleitoral de 1996 quando o atual prefeito, eleito em nome da saúde ainda garantiu a eleição de três vereadores no mesmo lema, a gente pensa que ele poderia ponderar um pouquinho e ter mais respeito com o povo de nossa terra. O povo acreditou nas suas promessas, inclusive na criação do médico de família que ele jurou de pés juntos instituir.

Honrar as palavras é atributo dos grandes homens que vão para os anais da história. Os que não as honram, simplesmente fazem parte do filme - "E O VENTO LEVOU..."

*(João Coelho é 1.º suplente de vereador do PDT/ GUIDOVAL)

 

INSTITUIÇÃO DARÁ ASSISTÊNCIA MÉDICA E DENTÁRIA

O Centro de Educação e Promoção Social Geralda Batista, com sede própria na Rua Belarmino Campos, pretende ampliar sua assistência social partindo agora para a assistência médico-dentária.

Segundo seu presidente, Sr. José Gomes Teixeira, já estão em construção duas salas. Uma para consultório médico e outra para consultório dentário. Ele informou, também, que um médico e um dentista dispostos a colaborar com a instituição trabalhando gratuitamente e duas vezes por semana.

Isto é muito importante para o município e também para a prefeitura a qual terá sua Unidade de Saúde um pouco aliviada.

O Sr. José Teixeira convida aos guidovalenses para visitarem aquela casa para conhecerem melhor suas instalações e se informarem como é sua assistência social. A casa tem suas portas abertas para todos e não tem nenhum preconceito porque reconhece que todas as pessoas são irmãs, independente de cor, raça, condição social ou religiosa e por isto todas serão recebidas de braços abertos e de acordo com o evangelho. Sua visita é aguardada lá.

 

Febre aftosa

Desenvolvida com bastante êxito a campanha de vacinação contra a febre aftosa, realizada em Guidoval. Segundo apuramos, foram vendidas quatro mil (4000) doses da vacina.

Em tempo: O IMA informa que a vacinação contra a brucelose é obrigatória para bezerros de 3 a 8 meses. A regularização junto ao IMA deverá ser feita pelo menos uma vez por semestre.

 

CESTA BÁSICA EM ALTA

O custo da cesta básica ficou em torno de R$ 79,08 em março. Desta vez, o trabalhador gastará 60,83% do salário mínimo para comprar os produtos que compõem a cesta básica.

O leite chegou a subir 25% em alguns estabelecimentos. Este aumento implicou na subida do preço da margarina (derivado). Com o advento da desvalorização do Real, o brasileiro pagou mais caro pela importação do trigo. Trigo e leite mais caro, o pão também subiu. A carne teve aumento próximo de 12%.

Resultado: sobrou ao trabalhador, para cobrir as outras despesas, R$50,92.

Os dados acima foram aproximados pela média dos cálculos efetuados na cidade.

  SAÚDE

COLESTEROL: UM ÁLCOOL DE DUAS FACES.

Prof. Evandro Marques de Oliveira

Diante da vida conturbada que levamos, às vezes, esquecemos um pouco de nós mesmos e, então, a saúde é deixada de lado. Esquecemos, por exemplo, de que é necessário ter uma alimentação balanceada, ingerindo carboidratos (açúcares), lípides (óleos), proteínas, água, minerais e vitaminas para que o organismo funcione adequadamente, e passamos a comer os lanches rápidos, como uma opção de refeição. Infelizmente, tais lanches apenas "matam a fome", mas não nos fornecem os nutrientes de que tanto necessitamos. São ricos em amido (carboidrato) e lipídios. Além disso esquecemos, também, da prática de exercícios físicos, e passamos a levar uma vida mais sedentária.

Acontece, porém, que essas práticas condenáveis contribuem, em muito, para um aumento na taxa de colesterol no organismo.

Mas afinal, o que é o colesterol? Ele é útil ao organismo, ou apenas traz problemas de saúde. Ao contrário do que se diz, o colesterol não é um tipo de gordura; trata-se de um álcool, que pode ser adquirido de duas maneiras: através da ingestão de alimentos de origem animal (os vegetais não o sintetizam), ou pode ser sintetizado pelo fígado que, aliás, o destruirá quando em excesso.

É bem verdade que o colesterol é de suma importância ao organismo, pois, além de participar da estrutura de membranas celulares, é a molécula-base para a produção dos hormônios esteróides (como a testosterona, o estrógeno e a progesterona), que são os hormônios sexuais. Acontece, entretanto que, quando em excesso, pode depositar-se nas paredes internas das artérias que irrigam o miocárdio (músculo do coração), entupindo-as, o que promoverá uma maior dificuldade de fluxo sangüíneo (aterosclerose). Em certas circunstâncias, pode haver uma obstrução total do vaso, e a região afetada irá morrer por asfixia (é o infarto), que poderá matar ou não; tudo irá depender da extensão da área afetada.

Recentemente, verificou-se a existência de dois tipos básicos de colesterol, que são classificados de acordo com a lipoproteína que o transporta: o LDL ( Low Density Lipoprotein) e o HDL (High Density Lipoprotein), respectivamente, "colesterol ruim" e "colesterol bom".

A maior parte do colesterol encontra-se na forma de LDL. É nessa forma que o colesterol é transportado para os diversos tecidos e para as glândulas endócrinas, onde será utilizado. Entretanto, se a taxa de LDL estiver muito alta, haverá depósito na parede das artérias, causando a aterosclerose e, até mesmo, o infarto, o que lhe dá o nome de "mau" colesterol. Já na forma de HDL o colesterol é carreado ao fígado, onde será metabolizado. Dessa forma, taxas mais altas de HDL (acima de 35 mg/100 mL de sangue) diminuiriam o risco de doenças cardíacas, o que lhe dá o nome de "bom" colesterol. É desejável que a taxa de colesterol total (LDL + HDL) não ultrapasse os 200 mg/100 mL de sangue.

É sabido, atualmente, que uma dieta não adequada conforme citamos na introdução desse assunto, promovem um aumento na taxa de LDL. Além da dieta rica em carnes vermelhas, o fumo, o estresse e o sedentarismo também contribuem para um aumento na taxa de LDL, além do fator genético que deve ser considerado. Portanto, fique atento às suas condições de vida, faça exames periodicamente e cuide-se. A prevenção é sempre o melhor caminho.

  

 

VIA SACRA EMOCIONANTE

ÚLTIMA VIA SACRA DO SÉCULO TEVE TEXTO E ADAPTAÇÕES CRIATIVAS

Todos que assistiram à última apresentação da tradicional Via Sacra nas escadarias da Igreja de SANATANA vai guardar na memória para sempre aqueles momentos de emoção onde um grupo de artistas amadores, mas talentosos, souberam levar bem fundo nos corações de centenas de espectadores cristãos as mensagens de Cristo.

Aproveitando a Campanha da Fraternidade deste ano e a triste crise do desemprego de brasileiros, Dona Carmem Cattete R. Dornelas baseou-se na doutrina Cristã e introduziu textos com mensagens de pedido de socorro e solidariedade. Em atos curtos foram mostrados problemas da pobreza, do desemprego e da dependência do álcool. Mostrou, também, que há pessoas boas que amam seus semelhantes, respeitam-nos em qualquer circunstância e dão socorro que podem.

A linguagem simples da autora e a boa interpretação do elenco emocionaram os assistentes. As passagens bíblicas - as 15 estações - prenderam a atenção de todos e muitas pessoas elogiaram, com emoção e admiração, a interpretação e seriedade de todos participantes, sem exceção.

O povo feliz e carinhoso não agüentou esperar, mesmo antes de terminar a apresentação começou a aplaudir no momento em que o ator Jair Tadeu declamava diante da cruz, com Jesus já morto, o poema CRUCIFICADO COM CRISTO.

Tudo correu em paz, o povo gostou muito e o sucesso deve ter sido um prêmio divino para a Igreja Sant'Ana, para a D. Carmem, aos artistas e todos aqueles que sempre ajudaram e participaram, durante anos, na tradicional VIA SACRA. Aleluia!

 

Maurício de Souza continua sem saber que fenômeno é este.

Na crônica desta edição:

FOTOGRAFEI O QUE VI, CAPTEI O QUE NÃO VI

 

(Continuação da crônica anterior).

Corro para o carro, apanho a máquina, mas quando me disponho a usá-la, o facho de luz já vai virando para outro lado, sumindo.

Estou frustrado. Perdi de assistir a última "varrida" da luz enquanto caçava a câmera.

Mas nisso, noto outra "esquisitice" no céu: mais ou menos à esquerda de onde estavam os "holofotes", começam a pipocar luzes menores cor de violeta, a distâncias variadas e sem ritmo.

Continuo não entendendo o que é aquilo mas, como a máquina está na minha mão, vou tirar uma foto.

Fixo a câmera no teto do carro e disparo em direção às luzes, num céu borrado de neblina amarelada.

A objetiva se abre gulosa de claridade para sensibilizar o filme, uns cinco segundos.

As luzes ainda estão ali, piscando irregularmente numa grande área do céu.

Aciono a câmera de novo.

"Não vai sair nada!" Eu penso.

Em seguida, as nuvens baixas terminam por engolfar todas as luzes. O céu, totalmente encoberto, volta a tranqüilidade.

Entro no carro e pergunto à minha mãe se ela tinha visto o que eu vi.

Ela, sonolenta, confessa que não viu nada. Mas...

Quem sabe com as fotos?

Dia seguinte à minha viagem a Mogi, chego ao estúdio e encaminho o filme para revelar. Curiosíssimo.

Eu havia batido duas chapas. Alguma coisa deveria aparecer.

Naqueles tempos ainda não havia a revelação semi-instantânea de hoje.

Suportei minha curiosidade mais um dia.

Até que as fotos finalmente chegaram.

Que pena, uma saiu totalmente velada. Outra me mostra um céu de nuvens baixas, pesadas, iluminado pela luz amarelada dos postes da avenida.

Mas ali na parte esquerda da foto, uma coisa estranha me chama à atenção: há uma formação de luzes amareladas dispostas como um colar de pérolas, meio inclinado, como se visto de frente, fazendo um oval, num céu borrado de neblina amarelada.

Mas, se eu vira luzes roxas, por que as luzes saíram amarelas na foto?

Mandei fazer outra cópia fotográfica ampliando somente a área onde se via o oval.

E na nova foto o "colar" se mostrou mais evidente no formato e no distanciamento totalmente regular entre as luzes. Que continuaram amarelas.

Explicações para o fenômeno? Eu não tenho.

E o pior: não acredito em discos voadores.

Mas quem me explica essas coisas todas que andei vendo, assistindo, com ou sem companhia? E ainda com direito a foto?

O que mais virá por aí?

Por via das dúvidas, quando posso, ponho os olhos no céu, sempre com uma câmera à mão.

De repente...

PS - Para a montagem da ilustração desta crônica, utilizei a mesma foto tirada naquela noite (ao fundo). Se o leitor olhar com mais atenção, verá um ovalzinho de luzes brilhando sobre a cabeça do "Maurício". É onde estava o "colar" de luzes.

Na ilustração aumentei o tamanho para exibir melhor o fenômeno.

(A seguir: Os espetáculos naturais do céu).

 

MEG dá asas à imaginação das crianças

O MEG passa a, partir deste mês, incentivar a criatividade das crianças. Basta pegar lápis e papel e começar a desenhar. Com no máximo seis (6) quadrinhos, o nosso "desenhista mirim", terá que criar uma história sobre o meio ambiente usando a sua imaginação e criando seus próprios personagens. O que o MEG quer é uma história vivida pelos personagens. Um desenho feito com rabiscos grosseiros ou um desenho de boa qualidade terão o mesmo valor desde que a criatividade da criança esteja sendo usada. Fácil, não é? Então mãos à obra! Comece já a desenhar! Depois de desenhá-lo, você deve entregar os quadrinhos a algum membro do MEG para que a sua publicação na Internet, boletins e jornais locais sejam providenciados. Tudo é claro, com a devida identificação do autor.

Vamos lá! As histórias em quadrinhos ajudam no desenvolvimento da criança. Não perca esta oportunidade!

Os personagens abaixo foram criados com o auxílio do computador e adaptados manualmente por Thiago Abílio L. Rocha.

 

 

 

 

Dr. Márcio e Celeide

Após 30 anos de uma feliz união na qual prosperaram juntos e dela nasceram três pessoas finíssimas - Márcia, Marcelo e Gustavo - Dr. Márcio Barbosa e Celeide Maria resolveram comemorar e agradecer a Deus, mais uma vez, felicidade. Mandaram rezar missa em Ação de Graças e programaram uma recepção para os parentes e convidaram amigos.

A missa foi celebrada do Palácio da Guanabara - RJ e a recepção no Real Sociedade Ginástico Clube Português - RJ. Compareceram todos familiares dos noivos e muitos amigos, também.

O que aumentou a alegria do acontecimento foi a presença de todos irmãos do Dr. Márcio os quais não se reuniam desde a Bodas de Ouro do Sr. Antônio Barbosa e dona Geni. Estiveram presentes José Francisco e Márcio (Rio de Janeiro), Rilma (Santos), Hélio (Santa Catarina) e Carolina, Túlio e Antônio de Brasília. Todos com os respectivos cônjuges e outros parentes.

Após a missa uma chusma de Guidovalenses, saiu à pé, rumo a casa do Márcio, falando sobre Guidoval e recordando casos e pessoas de nossa terra, não faltando as costumeiras gozações.

No Ginástico Português o almoço foi na base do self service com muita comida gostosa à escolha. De frutos do mar tivemos salmão, polvo a minhota, posta de dourado com molho de alcaparra, lagostinha, sardinha à portuguesa, bacalhau à Gomes Sá, siri e camarão. Também tinha picanha, escalopinho com molho com molho de vinho madeira, frango ao molho de catupiri, pato com molho de azeitona preta, saladas, frios. A sobremesa era uma torta com três cremes e ainda vários tipos de licores como o frangélico, estrega e cointrau. Para completar, uma boa intérprete cantava suavemente acompanhada por um bom músico.

Foram horas e horas de muita alegria, felicidade estampada nos rostos e gestos, fraternidade, alto astral dos familiares reunidos com presenças de amigos sinceros. Tudo à altura de Márcio e Celeide. Viva!