TEU RETRATO
Por José Francisco Barbosa
Guidoval, nem parece que és mais velha do que eu. Continuas elegantemente tortuosa (em alguns pontos à menos). Continuas tranqüila e bela. Acolhedora e sóbria. Já sinto as curvas que o peso do tempo me faz. A pele mais rude, em contraste com o coração mais lento e doce.
Sinto que tu sorris quando por ti piso, com passos menos ágeis de tempos atrás, é verdade, e teu sorriso convida-me a ficar mais tempo a ti contemplar... e, ainda, tens forças para me acariciar.
Pareces um quadro de pintura. Ruas estreitas, casarões antigos, mesclados entre belas residências, numa mistura perfeita, como são teus habitantes, gerações que se misturam e se entrelaçam... e se renovam.
És um espetáculo singular: de uma das praças, sentado na varanda da minha casa, contemplo a torre da Igreja Matriz, da nossa querida Sant'Ana, com a cruz iluminada, que nos leva a refletir na grandeza da vertical e na luta da horizontal.
De outra praça, contemplo o teu Campo Santo, com o silêncio e o silêncio das vozes que tanto gostaríamos de ouvir. Abraça-os minha querida Guidoval.
Da torre da televisão, como és linda! Entre árvores e montes, contemplo teus telhados e tuas paredes coloridas que reluzem ao brilho do sol.
Da ponte... Ah! Da ponte, sinto teu murmúrio, teus lamentos... sinto teu choro.
Aliás, é a única vez que te vejo chorar. E tens razão. Estão te destruindo. Os homens que tu abraças, acaricias, mata tua fome e até guardas para a eternidade, não olham para ti. Não sentem que tu não vives sem eles e, o que é pior, que eles não vivem sem ti, meu querido Chopotó. Tu eras caudaloso, límpido, cheiroso, margeado por frondosas árvores. Era bem habitado. Guardavas em teu seio uma população variada. Eram piaus, bagres, lambaris, acarás, dourados, e tantos outros, além de paca, lontras e jacarés e hoje vives da saudade. Nas cheias, em minha inocência de criança, como torcia por ti, posto que mostravas toda tua imponência, beleza e força. Davas oportunidade ao Landim, ao Adão do Juca, ao Zizinho do Marcílio de mostrar toda habilidade em laçar toras que carregavas. Além disto, davas oportunidade a que muitos mostrassem coragem e os dotes de nadadores, saltando da ponte em queda livre.
"DO CHOPOTÓ AS ÁGUAS SERENAS"... Quanta saudade desta expressão. Quanto amor a este hino. Quanta saudade de ti Dr. Áureo Antunes Vieira, o nosso querido Aurinho, autor desta frase.
Sei que tu choras Chopotó, porque não é só tu que morres. Somos todos a morrer. Sei que tu choras, porque são poucos a ti defender e tentar te salvar. Mas tu és forte Chopotó. Sei que tu vencerás.
Peço a Deus que meu desgaste mental seja bem lento, para poder, a cada novo dia, agradecer ter tido Guidoval como berço e, com certeza, como morada derradeira.
Aceita-me Guidoval. Eu ti fertilizarei. Prometo.
ALOÍZIO E CRISTIANO
DUPLA MOSTROU QUE TEM TALENTO
Aloízio tocava e brincava num ambiente. Cristiano cantava noutro. Eles se conheciam mas não tinham aproximação. Participaram de grupos e turmas diferentes. Não sabem exatamente o dia mas começaram a tocar e brincar juntos e se adaptaram de repente.
Tendo como instrumento uma viola eles preferiam tocar o CAIPIRA. Veio a vontade de expandir e comprar um teclado e devagar foram comprando os objetos necessários para a aparelhagem e formar um conjunto, o que foi impossível pela falta de músicos e pessoas interessadas. Foram para a música sertaneja e passaram um ano ensaiando juntos, aceitando alguns convites para tocar mas sem se apresentarem oficialmente como uma dupla que queria se profissionalizar. Nessa trajetória "sempre contamos com o apoio da Rádio e através do Marquinhos Lopes da sua direção", declaram Cristiano e Aloízio lembrando o conjunto três pês (Piloto, Planalto e Pinheiro) e o programa Mania Viola.
Quanto se sentiram melhor preparados resolveram se apresentar "oficialmente" como futuros profissionais e eles mesmos programa a sua primeira apresentação a qual aconteceu no dia 15 de maio de 1999 na Escola Municipal Antônio Barbosa. "Tivemos a colaboração de muitos amigos que se mobilizaram para ajudar-nos e prestigiar-nos", contam alegres.
ESTRÉIA COM SUCESSO :
Foi surpreendente o sucesso. A dupla conseguiu segurar os dançarinos até por volta das 4 horas da manhã, surpresos, alegres e admirados, com o talento da dupla e diversificação do seu repertório de bom gosto. Há anos, há muitos anos mesmo, isto não acontecia em Guidoval. Os comentários e elogios foram muitos e todos concordavam que estava surgindo ali uma dupla com tudo para ter um futuro muito bom, de sucesso e de orgulho para nossa cidade.
Depois da grande estréia a dupla foi se apresentar no Ribeirão, no encontro de casais feito na EMABAN e no Monumento.
PLANOS PARA O FUTURO:
Cristiano disse o seguinte: "Estamos pensando alto e cheios de esperança" e o Aloízio completou: "Estamos iniciando agora e medindo a repercussão de nossas apresentações. Em breve se o SACA-ROLHA nos der espaço nós já saberemos o que vamos fazer e falaremos pra você".
ALOÍZIO E CRISTIANO
Telefone para contato: 578 - 1357
CRISTIANO RIBEIRO
tem uma voz bonita, agradável e firme. Pode-se dizer que é um VOZEIRÃO, também. Toda pessoa que ouvir o Cristiano e prestar atenção em sua voz, compará-la com outras, até mesmo de profissionais verá que ele possui, realmente, uma linda voz.O próprio Cristiano diz que não tem teoria musical mas tem bom ouvido e dá conta de qualquer ritmo. E é verdade. Eu mesmo já o ouvi cantar mais de 10 gêneros diferentes e em ritmos diversos. Cristiano canta desde os 11 anos de idade e sempre teve o apoio da família (hoje ainda tem a Janete - namorada - seu grande incentivo também). Já ganhou vários concursos de música e o último foi em Dezembro de 97 (1º lugar) como melhor cantor Cultural Guidovalense em homenagem à dona Carmem. Participou do conjunto DEMAR (1ª experiência em conjunto. Sua primeira opção, como cantor foi pelo sertanejo. Agora já canta seresta e, se precisar, qualquer ritmo. Concordo. Talento não lhe falta.
ALOÍZIO PINHEIRO
é músico desde os 13 anos. Estudou música em Guidoval e em Visconde do Rio Branco (Piano). Tem mais ou menos 20 anos que ele se dedica à música, estudando em casa, "sempre estimulado pela família, principalmente o pai, Geraldo Pinheiro", faz questão de lembrar.Aloízio já tocou num grupo de Rock em Vitória (ES) em 1988. Ele pode dar verdadeiros shows de música porque é rico em teoria musical. Seus conhecimentos são grandes e sua capacidade é imensa. Vejam só a quantidade de instrumentos que ele toca: violão, viola, guitarra, contra-baixo, teclado, acordeon, flauta transversal, trombone e clarineta. E no 21º Batalhão da PM (UBÁ) tocou flautim .
Tudo isto mais a sensibilidade ainda fizeram dele um compositor. É mole?
O teste nacional para verificação do Bug do Milênio no sistema de telefonia brasileiro já tem data marcada: 30 de julho. A Telefônica comandará o teste que será feito em 20 centrais representando toda a topografia nacional e os fornecedores de equipamentos.
Ainda não foram definidas todas as empresas que participarão. As que já marcaram presença são Telesp, BCP, Tele Nordeste, Telemig e Global Telecom, para telefonia celular, e Telemar, Tele Centro-Sul, Telefônica, CRT e Embratel, para telefonia fixa.
Na noite de 30 de julho, o calendário das centrais escolhidas será alterado para a noite de 31 de dezembro. Em seguida, os técnicos acompanharão a virada do ano e simularão todos os tipos de operações possíveis.
PRIMEIRA COPA DE FUTSAL
Guidovalense é o artilheiro da 1ª fase
O jogador Emerson Pinheiro foi o artilheiro da 1ª fase da Primeira Copa de Futsal, patrocinado pela TV Panorama. Defendendo a equipe da cidade de Ervália, Emerson chegou aos 10 gols confirmando sua capacidade de goleador. Do evento participaram muitas cidades da região e com cobertura completa da TV Panorama. Em entrevista ao MG-TV do dia 05/06, Emerson falou sobre a Copa de Futsal - maior evento da modalidade realizado na região - e fez questão de frisar que é guidovalense.
PARA LEMBRAR!
Rodrigo M. de Oliveira
Novamente chegamos a 05 de junho. E perguntamos: o que mudou desde o último ano? Não é preciso ir muito longe para notar que o meio ambiente continua sendo maltratado pelo homem. Porém, muitas ações vêm sendo postas em prática para reduzir os impactos de tais agressões à natureza.
Em Guidoval, os ossos de animais já não são mais atirados no rio. Ao contrário de outros tempos, agora esses restos são levados para uma fábrica onde são processados e tomam outros caminhos. E para isso, o MEG contou com o apoio dos açougueiros. Resultado; o rio ficou livre dos ossos e do mau cheiro provocado por eles. O vinhoto há muito faz parte do passado do Rio Chopotó. Que bom! Em contrapartida, todo o lixo coletado na cidade de Guidoval continua sendo jogado às margens do Córrego Boa Vista, afluente do rio.
No campo, as leis estão obrigando os agricultores e pecuaristas a tomarem cuidado com embalagens vazias de defensivos para que não contaminem lagoas, córregos e rios e daí cheguem até os animais.
Voltando um pouco mais no tempo, podemos lembrar dos quase 120 chefes de Estado que assistiram à Cúpula da Terra, em 1992, durante a qual foram tomadas algumas medidas para proteger a atmosfera e os minguantes recursos da Terra. Outro significativo avanço, contudo, mais antigo, foi o Protocolo de Montreal de 1987, em que se firmou um acordo internacional para a eliminação gradual dos clorofluorcarbonos (CFCs) dentro de um prazo limitado. Esse gás é o grande responsável pelo buraco na camada de ozônio, camada esta que filtra os raios solares que chegam à terra reduzindo problemas de câncer de pele e catarata.
O mundo vai aos poucos despertando para os problemas que atingem o meio ambiente. "Muitos países estão tomando medidas para limpar os seus rios (o salmão já voltou ao rio Tâmisa, na Inglaterra), para controlar a poluição do ar (caiu 10% nas cidades dos EUA que têm os piores índices de neblina fumacenta), para usar fontes de energia inofensivas ao meio ambiente (80% das casas na Islândia são aquecidas com energia geotérmica) e para preservar o legado da natureza (a Costa Rica e a Namíbia já converteram uns 12% de seu território em parques nacionais)."
Muitos problemas, no entanto, são causados sem que se perceba. Desaterros freqüentes têm provocado o assoreamento de nossos rios. O próprio Chopotó é um exemplo claro disso. Há pontos no rio que são extremamente rasos. O desmonte das matas ciliares, também, vem tolhendo nosso rio de grande volume de água.
A agricultura e a pesca são dois grandes sustentáculos da comunidade. Porém também apresentam problemas. Nossos oceanos e rios estão cada vez mais poluídos por dejetos industriais e domésticos. Já a agricultura sofre com a escassez de água e a poluição que vêm induzindo colheitas menores.
É importante que todos "botemos a mão na consciência" e pensemos bem antes de tomar qualquer decisão. É bom que lembremos da Natureza. Ainda há tempo para recuperar matas ciliares, reciclar o lixo se cada um fizer a sua parte. Porém, se todos cruzarem os braços e apenas criticar ações que visem a preservação do meio ambiente, aí sim teremos que aceitar a previsão da Academia Nacional de Ciências, dos EUA, e a Real Sociedade de Londres: "Se as atuais previsões de crescimento populacional se confirmarem, e os padrões de atividade humana no planeta permanecerem inalterados, a ciência e a tecnologia talvez não possam impedir a irreversível degradação do meio ambiente nem a continuada pobreza de grande parte do mundo."
MAURÍCIO TERMINA SÉRIE DE CRÔNICAS
E chegamos à última das crônicas enviadas por Maurício de Souza. Nesse período recebemos muitos parabéns de leitores pela publicação. Desde já o Saca-Rolha agradece a Maurício de Souza e sua equipe pelas crônicas enviadas. E você que acompanhou aqui no Saca-Rolha todas essas publicações, finalmente irá descobrir nesta crônica o que eram aquelas aparições que o criador da Turma da Mônica viu em suas viagens. Ou, será que ele ainda fará suspense? Será? Bom, então vamos, não perca tempo. Comece já a ler a crônica a seguir.
OS ESPETÁCULOS NATURAIS DO CÉU

Se o céu nos presenteia com espetáculos inexplicáveis, às vezes também nos brinda com lindos momentos de contemplação.
Quem não se maravilha ante um pôr-do-sol pintado com todas as cores imagináveis, em gigantescos painéis impressionistas? Quem não viu ou ouviu falar de auroras boreais? Ou se deparou com arco-íris maravilhosos aureolando a natureza molhada de há pouco? O céu azul é uma bênção para os olhos, mas um ziguezague de um relâmpago no meio de nuvens de chumbo é igualmente um espetáculo fascinante.
Basta ter olhos para o céu, para a natureza, e teremos o maior espetáculo ao nosso alcance, de graça, sem mistérios.
Como as estrelas, milhões delas, rebrilhando no leitoso de nossa galáxia, ou os planetas do nosso sistema, brilhando comportadinhos, certinhos, no céu limpo.
Até nossa Lua, satélite solitário, tem sua poesia, seu lugar, na nossa busca de beleza.
Mas há espetáculos explicáveis e inesperados. Como os meteoritos que cruzam o céu de repente, com seu fio de luz que se esvai antes de atingir a Terra. O que é uma sorte. Fica só no show. Porque quando é muito grande, vira um buraco de bom tamanho na superfície do planeta, com todas as conseqüências que isso possa trazer. Veja exemplos nos últimos filmes que falam do assunto e que mostram os estragos, felizmente fictícios, que asteróides ou cometas poderiam provocar.
Há alguns casos, porém, que podem assustar um pouco.
Eu me assustei com um.
Foi há alguns anos, quando viajava de Osvaldo Cruz, uma pequena e distante cidade do estado de São Paulo, com destino à capital.
No carro, eu e meu cunhado Mauro Pereira, que dirigia. No banco de trás, nossas mulheres dormiam. Devia faltar uma hora para o amanhecer. E à nossa frente se espraiavam campos e plantações em ondulações suaves, iluminadas por uma lua tardia. Céu sem nuvens pintado de estrelas.
Nisso somos surpreendidos por um corpo celeste que entra brilhando como um relâmpago na atmosfera, quase na vertical. Sulca o escuro do céu e em seguida explode com a força de muitos sóis. A terra, os campos, nossos olhos, são atingidos por um brilho que nunca havia presenciado antes. A luz é clara, branca, como de um flash de câmera fotográfica. Não deu tempo de desviarmos os olhos nem fazer qualquer comentário. Mas assim que há a explosão, imaginamos que vai acontecer o que sempre acontece. O meteorito vira pó, e o céu se acalma.
Desta vez não foi assim.
O corpo celeste continua na sua trajetória, num fio de luz, e depois de mais uma deslizada rápida como um raio pelo céu, explode de novo, agora em tonalidades avermelhadas. E a terra, os campos, nossos rostos, recebem um novo bombardeio de luz fortíssima, rosada.
Aí finalmente a coisa parou.
O meteorito ou fosse o que fosse acabou de queimar bem pertinho da terra.
O que eu acho que foi uma sorte.
Aquela coisa, daquele tamanho, poderia fazer algum estrago lá pelos lados de São José do Rio Preto, para onde nos dirigíamos naquele momento.
Depois disso vi muitos meteoritos cruzando os céus. Mas nenhum tão espetacular como aquele explodindo em duas cores.
Hoje, principalmente quando estou na minha chácara e a noite está limpa, apago as luzes em volta da piscina, faço um escurinho gostoso e nos deitamos nas espreguiçadeiras, eu e meus filhos, para "caçar" satélites que passam aqui e ali, com diversos tamanhos, brilhos e rumos.
É o espetáculo explicável, relaxante, que está ao nosso alcance em quase todas as noites.
Aqueles outros casos de aparições estranhas, mencionadas em crônicas anteriores, deixo para os estudiosos de fenômenos espaciais me explicarem, um dia.
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MÓVEIS PLANALTO
A Indústria de Móveis Planalto ganhou, outra vez, prêmio de qualidade dos seus produtos num evento organizado pela Empresa Jornalística Eco do Vale da cidade de Bento Gonçalves - RS.
Entre todas as vencedoras do ano passado ela foi a única que a ser premiada este ano.
E, prova da capacidade da Móveis Planalto dos seus dirigentes e demais trabalhadores. São orgulho de nossa cidade.
INDÚSTRIA DE MÓVEIS SÃO JORGE LTDA
Rua Padre Baião - FONE-FAX: (032) 578-1310 LTDA
36515-000 - Guidoval - MG
A indústria moveleira de nossa cidade é famosa em todo o Brasil, mais pela sua boa qualidade. A Móveis São Jorge LTDA pertence a esse grupo de empresas que não só engrandece o nome de Guidoval como também traz muitos benefícios para o município.
ORIGEM:
Foi em 1969 quando o senhor José da Cruz começou com esquadrias, venda de madeiras em geral e fabricação de móveis de encomenda. A firma foi vivendo e conseguiu ir vencendo as várias crises econômicas pelas quais o Brasil passou. Foi muito trabalhoso mas a S. Jorge sobreviveu.
OSVALDO CRUZ:
Osvaldo, que todos nós chamamos de Fio, é formado em contabilidade e tinha ido para Belo Horizonte para estudar eletrônica. Em 1987 sentiu-se em condições de dirigir uma empresa e crescer economicamente. Resolveu voltar para sua terra e trabalhar na indústria do pai. Isto trouxe alegria para o senhor José Cruz e toda a família.
Competente e trabalhador, Fio Cruz colocou sua inteligência e força a serviço do crescimento da firma.
FABRICAÇÃO EM SÉRIE:
Em 1990 os sócios José e Osvaldo resolveram partir para a fabricação de móveis em série. Trabalhando com madeiras de lei de grande qualidade a empresa fabrica camas que são vendidas no nordeste, sudeste e Brasília. Produzindo camas de primeira linha, e tendo uma clientela satisfeita com o produto, a São Jorge, hoje, pode se considerar uma empresa bem sucedida no mercado.
Para o seu sucesso a São Jorge conta com colaboração dos seus funcionários que trabalham pensando no progresso da empresa que, naturalmente, lhes dá retorno. "O relacionamento patrão e empregado é bom", diz Fio Cruz. Além disso a São Jorge ainda conta com a competência também da Leonor Costa Cruz (esposa do Osvaldo) que no escritório informatizado conhece toda burocracia da empresa, ajuda no controle e é braço direito da São Jorge.
É assim a Indústria de Móveis São Jorge. Embora de pequeno porte, ela dá emprego a muitos chefes de família, traz divisas e colabora para o desenvolvimento de nossa Guidoval.
DECEPÇÃO
João Coelho*
Era tarde ensolarada e bela, quando o pôr do sol dava um tom de poesia à natureza.
Minhas filhas convidavam-me para um passeio de carro pela cidade, pois elas também estavam encantadas com o cair da tarde, nunca visto tão belo assim.
Trafegando devagarinho, a gente podia observar os mínimos detalhes do percurso. E como era bonito ver os últimos raios solares refletirem aqui, ali e acolá! Parecia até que as árvores falavam e os objetos cantavam a música suave do entardecer.
De repente paramos próximo a uma mina comunitária. O que primeiro nossos olhos viram foi uma placa grande e bem feita, com os dizeres: "Água contaminada, imprópria para o consumo. NÃO BEBA." O alerta era da Prefeitura Municipal.
Outras pessoas chegavam e também ficam chocadas com o quadro que viam. A conclusão geral era uma só. Ficaria bem melhor que o senhor prefeito escalasse os ociosos da prefeitura para fazer a limpeza e o tratamento daquela e das demais que servem à comunidade. Seria muito mais agradável ao povo do que uma placa de proibição. Afinal de contas a função do prefeito não é apenas detectar os problemas, mas solucioná-los.
A noite chegava e cada um procurou o caminho de casa. Um bom tempo já passou, e aquela e outras minas continuam ermas, apenas com a presença constante da placa proibitiva. A gente se revolta por dentro, mas o poder, infelizmente, está nas mãos de quem não tem grande interesse pelo bem estar do povo. Bem que nossos avós já diziam: - "Na vida é cada um para si e Deus para todos". Pois é. Pelo menos para o nosso Guidoval de hoje, o ditado dos velhos estava certo.
* (João Coelho é 1º suplente de vereador do PDT de Guidoval)
SER-66 QUER NOVOS SÓCIOS PROPRIETÁRIOS
A Sociedade Esportiva e Recreativa 66 pretende fazer mudanças no Estatuto para permitir a venda de novos títulos de sócios proprietários.
O objetivo, segundo o atual presidente, Luiz Gonzaga Vieira, é trazer para o 66 mais pessoas em condições de dirigir o clube.
Foi feita uma reunião no dia 3 de junho e os 12 sócios proprietários que estavam presentes aprovaram a mudança no Estatuto.
A cota para o novo sócio proprietário será de R$1.500,00 e os sócios contribuintes serão beneficiados com o desconto do valor da cota que pagaram quando entraram para o clube.
Há idéia, também, de passar os atuais sócios proprietários para a condição de sócios remidos. Na mesma reunião ficou decidido que o mandato da atual diretoria fica prorrogada até 31 de dezembro de 1999. A diretoria quer reunir-se mais uma vez no mês de junho e depois no mês de julho para resolver vários assuntos pendentes, entre eles a inadimplência de muitos sócios proprietários. Neste particular está acontecendo algo estranho porque alguns sócios simplesmente nem respondem aos apelos da diretoria. O porquê disso ninguém sabe ao certo. Estão faltando diálogo, coragem e franqueza para resolver esse problema. E isso prejudica o clube. Mas quem conhece a atual Diretoria sabe que ela está aberta ao diálogo e disposta a resolver esse problema, da melhor forma possível.
NOS BASTIDORES DA POLÍTICA
Estão bastante avançadas as articulações políticas, visando às eleições municipais de 2000 em Guidoval.
O PDT, do prefeito Mateus, sinaliza com uma coligação com o PSDB, com o tucano Marcílio Faria, candidato a prefeito, e um pedetista que deverá ser escolhido entre o atual prefeito ou o Dr. Roberto Vieira.
Um complicador dessa aliança é o PFL, que compõe um único grupo político com o PSDB em Guidoval, pois o ex-candidato José Joaquim Gomes seria o candidato natural do PFL, e tem muitos companheiros dele que o estimulam a condidatar-se novamente. Se José Joaquim resolver sair candidato, com certeza será aprovado pelo diretório, e estará formada uma cisão no grupo tucano-pefelista.
As coisas também não caminham tranqüilas no PMDB. O ex-prefeito Élio Lopes tem o controle do atual diretório e já colocou seu nome como pré-candidato. Grande parte do partido lhe apóia, assim como ele tem um grande índice de aprovação popular. Porém, existe uma corrente no partido que defende o nome de Ivo Reis como o candidato ideal do partido. Está aí outro complicador que se não for contornado, pode enfraquecer o PMDB guidovalense.
O PT não vai se coligar com ninguém. Hermínio Pereira será seu candidato a prefeito. Essa, pelo menos, foi a decisão tomada pelo atual diretório.
Como política é como as nuvens, que muda de formato no céu a cada instante, vamos aguardar os próximos meses para ver que desenho teremos no quadro político guidovalense.
As Análises das Água de Guidoval
Junho de 1998. Após participação no programa Panorama Ecológico produzido pelo Movimento Ecológico Guidovalense (MEG); Eidivar Afonso, representante da Fundação Nacional de Saúde, pediu apoio do MEG para fazer uma análise das águas do município, uma vez que a FNS estava lhe cobrando tal análise.
O próprio MEG já vinha pensando, também, em fazer as análises e, a união com a FNS acabou se tornando bastante proveitosa. As análises foram feitas no Serviço de Tratamento de Água da Universidade Federal de Viçosa. A EMATER ficou responsável por buscar e levar de volta à universidade o laboratorista.
Dada a ocupação dos laboratoristas na UFV, somente agora em março as análises puderam ser feitas.
Foram analisadas as seis principais minas da cidade e a estação de tratamento.
A mina identificada como "Mina do Pedro Ribeiral" - à Rua Pe. Baião - foi a que apresentou melhor resultado, embora esteja contaminada. A Organização Mundial de Saúde (OMS) rege que não se deve encontrar bactérias nenhuma na amostra de água coletada. Porém, ainda cita que, caso sejam feitas análises freqüentes nas minas, aceita-se que sejam encontradas até no máximo de dez (10) Coliformes em menos de 5% das análises.
A mina referenciada como "Mina do Landico" foi a que apresentou pior resultado, tendo sido encontrados 920 Escherichia coli.
Confira na tabela abaixo os valores bastante altos encontrados nas minas.
|
Mina do Pedro Ribeiral (R. Pe. Baião) |
Resultado |
|
Coliformes Totais |
2,2 x 10 / 100 mL |
|
Coliformes Fecais |
6,1 / 100 mL |
|
Escherichia coli |
0,0 / 100 mL |
|
Mina D. Melinha ou Cândido Mendes |
|
|
Coliformes Totais |
1,4 x 102 / 100 mL |
|
Coliformes Fecais |
4,5 / 100 mL |
|
Escherichia coli |
4,5 / 100 mL |
|
Mina do Geraldo Franco |
Resultado |
|
Coliformes Totais |
5,4 x 102 / 100 mL |
|
Coliformes Fecais |
3,3 x 10 / 100 mL |
|
Escherichia coli |
7,8 / 100 mL |
|
Mina da Telha d'Água |
Resultado |
|
Coliformes Totais |
> 1600 / 100 mL |
|
Coliformes Fecais |
3,3 x 10 / 100 mL |
|
Escherichia coli |
3,1 x 10 / 100 mL |
|
Mina do Valdemar (embaixo à Torre TV) |
Resultado |
|
Coliformes Totais |
5,4 x 102 / 100 mL |
|
Coliformes Fecais |
5,4 x 102 / 100 mL |
|
Escherichia coli |
5,4 x 102 / 100 mL |
|
Mina do Landico |
Resultado |
|
Coliformes Totais |
9,2 x 102 / 100 mL |
|
Coliformes Fecais |
9,2 x 102 / 100 mL |
|
Escherichia coli |
9,2 x 102 / 100 mL |
|
Conclusão: Águas impróprias para consumo. Nítidos indícios de contaminação de origem fecal. |
Para análise da água da ETA, foram encontrados:
|
DESCRIÇÃO DAS AMOSTRAS Amostra 1: Entrada do sistema de distribuição de água, na saída da ETA.Amostra 2: Ponta de rede do sistema de distribuição de água. |
|
OBSERVAÇÕES: (+) Positivo: exame qualitativo. ND: Não detectado. |
RESULTADOS:
|
Amostra |
pH (mg/L) |
Cloro total (mg/L) |
turbidez (mg/L) |
Ferro (mg/L) |
Colif. Totais |
Colif. fecais |
E. coli |
|
Amostra 1 |
7,25 |
0,37 |
4,5 |
NR |
(+) |
(+) |
(+) |
|
Amostra 2 |
7,43 |
0,08 |
4,6 |
0,30 |
(ND) |
(ND) |
(ND) |
Conclusão:
Os teores de cloro revelam a precariedade do tratamento da água. Na saída da ETA, o teor de cloro é muito reduzido, possivelmente devido a inadequação da unidade de desinfecção. Em visita ao local constatou-se inexistência de tanque de contato, que propicie um certo tempo de exposição da água à ação do cloro e, muito provavelmente, esta seja a razão pela presença de bactérias do grupo coliforme na água após o tratamento. Na ponta de rede, as bactérias já não foram detectadas, sugerindo que a desinfecção ocorra na própria rede de distribuição. Entretanto, o teor de cloro residual é também reduzido, abaixo do especificado pela legislação (0,2 mg/L). De toda maneira, é inaceitável a presença de coliformes na entrada do sistema, o que coloca em risco a qualidade da água ao longo da distribuição. A turbidez é também elevada já saída da ETA, o que comprova a ineficiência do tratamento. Os padrões de potabilidade estabelecem uma turbidez máxima de 1,0 UT. O teor de ferro, encotra-se exatamente no limite preconizado (0,30 mg/L). Diante das informações de que o sistema de distribuição inclui tubulações antigas de ferro fundido, com o passar do tempo, a qualidade organoléptica da água distribuída pode ver-se comprometida.Algumas publicações têm circulado na cidade dizendo que a água apresenta boa qualidade. Observe que isso é contestado pelo próprio laudo emitido pela UFV. Além disso, é bom lembrar que não podemos generalizar o resultado de março para falar a respeito da qualidade da água hoje no município. No dia 16 de março, dia da coleta, a situação das águas eram as apresentadas acima. Apenas pelo resultado de uma análise que poderemos dizer se uma água apresenta ou não boa qualidade.
As análises foram realizadas de forma surpresa, com pouquíssimas pessoas sabendo para que o trabalho de coleta e até mesmo de parte das análises não fossem prejudicadas. Após feitas as análises, conseguimos que a prefeitura fizesse o pagamento das mesmas.
O resultado foi lançado e assinado por Rafael Kopschitz Xavier Bastos ( Ph. D. Engenharia Sanitária e Ambiental, 1992, Universidade de Leeds-Inglaterra) e Luís Eduardo do Nascimento (Laboratorista e estudante da UFV). Aproveitamos a oportunidade para agradecer a todo o pessoal do Serviço de Tratamento de Água da UFV.

Da esquerda para a direita: Guaraci (funcionário da ETA), Vicente (Presidente do MEG), Rodrigo (Conselho Fiscal - MEG), Eidivar (FNS), Luís Eduardo (UFV) e José Alexandre (EMATER).
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