Festa de Sant'Ana
e
dia do Guidovalense
(Festa Religiosa boa. Festa cívica: chochice só)
Guidoval comemorou, pela última vez, neste século, a sua tradicional e mais importante festa: Dia de Sant'Ana e Dia do Guidovalense. Do lado religioso fiéis católicos cumpriram com suas obrigações religiosas e programaram manifestações em homenagem à padroeira e os eventos aconteceram durante 10 dias.
Quanto à festa cívica, ela foi chocha, sem graça e decepcionante; reflexo da indiferença e total incapacidade das nossas autoridades (Executivo e Legislativo) em entender o real significado das manifestações cívicas.
A alegria natural dos guidovalenses nesta data foi aumentada graças a apresentação de bons conjuntos na Praça Santo Antônio. Os conjuntos abafaram e o prefeito foi muito feliz em suas escolhas. Também a gincana do dia 26 foi além das expectativas e foi muito boa.
No dia 23 às 20 horas foi aberta oficialmente a 1ª Exposição Industrial de Móveis de Guidoval, lá na Escola Municipal Antônio Barbosa e as 22 horas a Banda Kriptonita de Divinópolis, tocou na Praça Santo Antônio. A apresentação foi ruim porque houve sérios problemas de som e os próprios integrantes da banda ficaram decepcionados.
Dia 24 de julho:
Houve o festival de chopp, no Campo do Cruzeiro F.C. com renda em benefício das obras do Cruzeiro e os organizadores ficaram satisfeitos com o resultado e a participação dos desportistas. À noite a Kriptonita voltou a tocar e, agradou mais que o dia anterior.
Dia 25 de julho:
Um bingo, que não estava oficialmente no programa, foi realizado no campo do Cruzeiro e foi uma grande demonstração do altruísmo de muitos guidovalenses. A renda foi para angariar fundos para fisioterapia e o resultado financeiro foi além do esperado. Os empresários, principalmente das indústrias de móveis doaram valiosos prêmios e centenas de pessoas se animaram a arriscar e concorrer. O ambiente era de alegria entre os organizadores e os participantes, juntos. O espírito de solidariedade teve como resultado um bom avanço para a melhoria da assistência fisioterápica do município.
O motocross, embora um pouco prejudicado pelo atraso do bingo lá no campo do Cruzeiro, também foi um sucesso e com participação muito grande e muitos "craques" da moto.
No campo do Cruzeiro, grande partida de futebol que decidiu qual o melhor da 8ª Copa de Futebol. Venceu a Faixa Azul (leia a matéria Faixa Azul é o campeão).
Às 23 horas, o grande show da Banda LEX LUTHOR, também de Divinópolis. A praça Santo Antônio estava totalmente cheia, na maioria jovens, que vieram de cidades vizinhas participar de nossa festa e em busca de lazer e alegria. Foi o que a LEX LUTHOR deu a todos com sua simpatia, talento e, o que hoje costumamos chamar de energia positiva. Verdadeiro show de música e dança de qualidades, com figurinos e coreografias bonitos. Pode-se afirmar que foram horas de muita alegria e de momentos inesquecíveis.
Dia 26 de julho:
Às 5 horas da manhã a Banda da Corporação Musical Sagrado Coração de Jesus (Ubá) acordou os guidovalenses para o seu grande dia. Além de bons músicos os membros da Sagrado Coração de Jesus são aplicados e alegraram nossa população com outras execuções noutros eventos do dia.
Às 9 horas houve o hasteamento das bandeiras nacional, estadual e municipal. O que deveria ser um grande momento cívico lamentavelmente tomou-se num momento vergonhoso e que serve para reflexão porque não compareceu quase ninguém na hora do hasteamento das bandeiras. Compareceram apenas uma professora (Denise) e um vereador, o Sr. Edson Vieira Dias. Para assistir à solenidade, apenas umas 5 ou 6 pessoas.
Logo depois o prefeito Mateus Vieira inaugurou a rua Dona Filomena e Juca Inácio as quais foi calçadas com recursos do município.
Logo depois o prefeito inaugurou a Usina de Reciclagem e Compostagem de Lixo que foi feita com recursos do PASS e do Governo Federal. A obra é de grande importância para o município e para o nosso meio ambiente. Refletirá positivamente na saúde do povo e seu bem-estar. Porém o que se inaugurou foi apenas o prédio, sem máquinas nem funcionários treinados para trabalhar ali. Mas o prefeito Mateus Vieira garantiu que a Usina vai funcionar em setembro ou outubro.
À tarde houve a Gincana de Palco, na praça Santo Antônio. O evento foi muito bom, bem organizado e bem criativo. Contou com um corpo de jurados com apenas uma pessoa de Guidoval e o do LEX LUTHOR participou, como jurado. As equipes foram bem criativas e além de idéias inteligentes no cumprimento de tarefas bem elaboradas e interessantes mostraram talento artístico e literário. Foi um dos melhores acontecimentos dos festejos e todos estão de parabéns, principalmente o ser organizador, o jovem Marquinhos, seu organizador, que saiu-se muito bem.
A Banda Lex Luthor fechou, com chave de ouro, os últimos momentos de 4 dias de muita alegria. Repetiu seu grande show, transmitiu sua alegria e energia. Tocou além do que tinha obrigação e se não fosse cansaço tocaria mais. Parecia que seus próprios componentes estavam lamentando não poderem continuar. Passaram a idéia de que estavam felizes por terem participado conosco da nossa festa maior.
As Homenagens à Sant'Ana
Na última festa do século a Igreja Católica fez as homenagens a Padroeira Sant'Ana o que aliás já vinha sendo feito desde antes da criação do Dia do Guidovalense. Foram 10 dias de homenagens e rituais com procissões, missas, apresentação teatral, etc. As procissões foram com temas cristãos, saindo das casas de católicos e com líderes das ruas e os cortejos foram em quase toda a cidade. As missas foram com temas de interesses da religião católica e muitos de interesse geral, como, por exemplo, a Terra e o Trabalhador Rural, Comunidade Participativa. Sob o comando do Frei Adriano Wit e muitas pessoas da comunidade católica, muitas senhoras liderando e a participação dos fiéis a padroeira recebeu bonitas homenagens. Um dos momentos mais alegres da festa, o espetáculo pirotécnico, justificou o nome porque foi realmente um espetáculo e, mais uma vez, contou com o total apoio do prefeito.
Auto de Sant'Ana
Por causa de problemas de som e luz, várias vezes as cenas do Auto de Sant'Ana foram interrompidas, o que deixava tensos os participantes. Mas o significado do texto e suas mensagens deixava o público na expectativa e aguardando pacientemente o reinicio do espetáculo.
Cenas simples e corriqueiras do cotidiano foram mostradas com cenários improvisados. O desejo do público em entender as mensagens e as boas interpretações dos atores guidovalenses fizeram do último Auto de Sant'Ana do século, um mensageiro da reflexão sobre a solidariedade humana, justiça, amor e... Deus.
Muitos autos foram interpretados naquele grande palco que é a escadaria da Igreja Matriz. Por vários anos centenas de pessoas, crianças e adultos por ali passaram procurando colaborar no envio de mensagens cristãs. Todos que, nestes longos anos, participaram, colaboraram e assistiram aos eventos têm motivos para sentirem alegria interior e, porque não dizer, sentir orgulho e admiração por pessoas como dona Carmem e dona Stela Occhi Siqueira, justamente homenageadas este ano como verdadeiras artistas, intérpretes de temas religiosos em nosso município.
Nestes últimos anos Renato Moreira, atendendo pedidos da dona Carmem, vem colaborando nos eventos. Mesmo tendo curso de teatro e alguma experiência em direção, sua colaboração sempre foi discreta, limitando-se apenas à colaborar na direção da interpretação. Mas o maior destaque desses eventos religiosos sempre foi mesmo a dona Carmem, criadora, autora de bonitos textos e adaptações inspiradas, sempre, na doutrina cristã. Também devemos lembrar do saudoso jovem José Bressan que no seu tempo também dirigia, era criativo e bom intérprete. Também incansável, prestou muitos serviços e deu muito de si para a divulgação do cristianismo e engrandecimento da arte e cultura de nossa terra.
Faixa Azul Bicampeão
Campanha vitoriosa apesar das dificuldades
Em partida realizada no campo do Cruzeiro F.C. no dia 25 de julho e como atração da festa do Dia do Guidovalense, o Faixa Azul venceu o Boa Esperança por 3x0 e sagrou-se bicampeão da 8ª Copa Guidoval.
Segundo os seus dirigentes a campanha foi cheia de dificuldades, mas, eles souberam enfrentá-las e por isto foram vitoriosos.
Durante o campeonato o Faixa perdeu 2 partidas, empatou uma e venceu 4, sendo classificado para disputar a final com o Boa Esperança.
O Faixa Azul foi campeão com os seguintes jogadores: André, Paulão, Fabrício, Pretinho, Arnaldo, Leandro, Dilsinho, Bigu, Juscelino, Dim Dama, Rogerinho, Binha, Kerlei, Rogério (Ribeirão), Bruno, Emerson, Guilherme, Humberto e Abel.
O presidente Oscar Alves Vieira e demais dirigentes do Faixa Azul estão felizes com a campanha e prometem continuar trabalhando para, ano que vem, chegarem a tri.
FaÇanha
Pela primeira vez alguém conseguiu chegar ai Cruzeiro (Ribeirão) que está a 980 m de altura. Na foto, entre outros visitantes, os jovens Jean Teixeira Pessoa, José Aureliano e Wagner Rodrigues felizes sentindo-se vitoriosos com o grande feito.
Minha Terra
João Coelho*
Minha terra tem palmeiras onde canta o sabiá. Parece até que Gonçalves Dias viveu aqui nos bons tempos de Guidoval. Só que a saudosa ave canora que enchia de poesia a ex-mata da Santana, hoje só vive na lembrança de quem pôde ouvir o seu belo cantar. Palmeiras e mata foram tudo vítimas do cruel machado, e o apaixonado passarinho não teve outra sorte senão transferir-se para paragens longínquas onde o habitat lhe fosse mais acolhedor.
Ausente a bela sinfonia da tarde, a gente também foi deixando aquele lugarejo para conhecer de perto a vida da cidade. No princípio, uma maravilha. Água farta e boa, atendimento a saúde o melhor possível, escolas funcionando de verdade e o progresso acontecendo de fato.
Hoje a tristeza nos faz chorar. O descaso pelo bem-estar do povo é uma constante. Basta, por exemplo, subir o morro do cemitério e verificar a reforma iniciada há dois anos e parada a meio do caminho, sem nenhuma perspectiva de continuidade. Lá no alto do morro uma caixa d'água que custou uma fortuna aos cofres públicos e que continua vazia até hoje. O sofrido contribuinte que paga IPTU mais caro do Brasil, sofre amargamente a escassez de água, quando a falta não é total.
Que saudades da Fazenda Santana nos seus tempos de ouro! O canário da terra, o melro e o azulão faziam com o sabiá o mais belo concerto agreste. O ribeirão de águas puras descia a serra cantarolando, com os bonitos lambaris saltitando nas ondas. Que pena! Tudo isso acabou-se. Hoje a gente se levanta cedo, abre a torneira para lavar o rosto e a água começa a sair suja, dando sinal de que a caixa está vazia. É mais um dia para se amargar a terrível falta de água.
Pois é. Você não queria que Guidoval fosse assim. Nem eu.
* (João Coelho é primeiro suplente de vereador do PDT/Guidoval)
José Alexandre manda a seguinte mensagem para os seus amigos Guidovalenses
Soren Kiekegaad
Arriscar é viver
Rir é arriscar-se a parecer ser louco
Chorar é arriscar-se a parecer sentimental
Estender a mão para o outro
É arriscar-se a expor o seu eu verdadeiro
Amar é arriscar-se a não ser amado.
Expor suas idéias e sonhos ao público
É arriscar-se a perder
Viver é arriscar-se a morrer...
Ter esperança é arriscar-se a sofrer decepção
Tentar é arriscar-se a falhar.
Mas é preciso correr riscos
Porque o maior azar da vida é não arriscar nada
Pessoas que não arriscam, que nada fazem nada são
Podem estar evitando o sofrimento e a tristeza
Mas assim não podem aprender, sentir, crescer, mudar, amar, viver...
Acorrentados às suas atitudes são escravos,
Abrem a mão de sua liberdade
Só a pessoa que se arrisca é livre.
Arriscar é perder-se por algum tempo,
Não arriscar é perder a vida!
"O mais importante não é a situação em que estamos,
Mas a direção para a qual nos movemos".
Honrados(as) Amigos(as) Guidovalenses,
Após 11 anos de construtiva convivência, estarei arriscando em outros ambientes, enriquecendo por nossas caminhadas e lutas, torcendo por suas conquistas coletivas, e aguardando sempre suas visitas.
Abraços,
José Alexandre de Moura Malfacini
Rua São José, 370 - Centro - Ubá - MG
CARTEIRINHA ECOLÓGICA
O Movimento Ecológico Guidovalense (MEG) está lançando a sua carteirinha ecológica. Nela são encontrados alguns dados sobre a fundação da ONG, informações sobre o portador, conceitos importantes sobre ecologia e telefones úteis, incluindo a "Linha Verde" onde qualquer pessoa pode fazer uma denúncia.
A carteirinha traz na frente uma foto da Árvore do Pombal e no verso um conjunto de montanhas desenhando a sigla MEG.
ERRATA
Na última edição, saiu errado o nosso endereço na Internet. O endereço correto é: www.sacarolha.cjb.net
SR, também na rede mundial de computadores para alcançar até mesmo os guidovalenses mais distantes de forma mais cômoda e rápida.
Visite, ainda: www.guidoval.cjb.net e www.ecologiameg.cjb.net
QUEIMADAS
As queimadas voltam a atacar em nossa região. Já são muitos os incêndios ocorridos em terrenos guidovalenses. A maioria deles vem afetando as pastagens deixando os pecuaristas assustados. Água Espalhada, Serra da Boa Vista e Carrapato são algumas regiões mais afetadas pelo fogo. Denúncias sobre incêndios florestais deverão ser feitas através da "Linha Verde" - 0800 - 618080.
A seca, que apresenta-se mais intensa do que em 1998, afetou consideravelmente o potencial hídrico da cidade. São vários os produtores que vieram até membros do MEG e EMATER relatar a extinção de minas, lagos e poços. Em várias regiões, entre elas a região conhecida como "11 amigos" e Serra da Onça, o gado está sendo levado a grandes distâncias para beber água. Em alguns sítios, falta água potável para o consumo da família. A aquisição de comida para alimentar o gado também é muito difícil. E como se não bastasse, pragas como carrapato, pulgas e bichos-de-pé proliferam sobre a grama seca.
Lançado selo comemorativo em Ubá
Os correios iniciaram em 1996 uma campanha alusiva aos 500 anos do descobrimento do Brasil. Para isso, valeu-se, é claro, da filatelia.
Daqueles até os tempos atuais, vários foram os selos lançados. Um dos mais recentes, ocorreu no dia 29 de julho em Ubá. Aproveitando-se da plurietnia brasileira, o selo apresenta-se como uma reunião de costumes, tradições e valores de todas elas.
O MEG teve espaço garantido para mostrar o seu trabalho durante a cerimônia de lançamento. Falaram pelo MEG José Alexandre Malfacini, dando testemunho dos trabalhos apresentados pelo Movimento, e Rodrigo Marques de Oliveira que apresentou um paralelo entre as comemorações dos 500 anos do descobrimento e a situação atual do meio ambiente na região. O Movimento faz agradecimentos especiais à José Maria, carteiro da cidade, pelo incentivo.
Rubens Caetano da Silva
O empresário de destaque desta edição é o senhor Rubens Caetano da Silva.
Filho do senhor Severino Caetano da Silva e Matilde Januzzi da Silva.
Rubens e sua esposa Maria Matias da Silva têm dois filhos: Cristina e Gilberto.
Empresário comerciante, ele começou suas atividades há quarenta anos na antiga CASA IDEAL, fundada por seu pai em 1922.
Assumindo a direção da Casa Ideal ele começou a progredir e vislumbrar a possibilidade de bons negócios que o comércio poderia lhe proporcionar, e, ele estava certo.
Após alguns anos passou a responsabilidade do seu supermercado para seu filho Gilberto que havia formado em curso técnico em Juiz de Fora e voltou para Guidoval cheio de vontade de trabalhar e Gilberto assumiu a direção do hoje supermercado VAI E VOLTA e com muita garra e trabalho contou com a competência e dedicação da esposa, Seila, transformaram o VAI E VOLTA num grande supermercado, de muitas vendas.
Enquanto isso o Rubens, com sua visão de bom comerciante partiu para outros negócios. Como a família soube administrar seus bens e economias surgiram condições para fazer investimentos e crescer.
E foi o que realmente aconteceu.
Hoje a sua família possui um prédio, foi a antiga CASA IDEAL, e vários outros imóveis onde o Rubens pretende construir.
Um dos seus grandes empreendimentos é um novo loteamento na Vila Trajano. Ali o loteamento tem 40 lotes que foram colocados à venda preço de R$3.000,00 e R$2.000,00 que poderão ser adquiridos financiados ou à vista com 10% de desconto.
O sucesso do Rubens e sua família é grande exemplo que teve como conseqüência, também, a influência no progresso e desenvolvimento da cidade, principalmente na construção civil.
É importante, e o Rubens faz questão de frisar, a participação de toda sua família trabalhando - como sempre fez - economizando, tendo cautela e vontade de alcançar o sucesso.
Aí está uma história de pessoas que mostram a força e a capacidade dos Guidovalenses.
CARTA DO LEITOR
Celso Otávio Dias
Aquilo que foi uma iniciativa inovadora, de vanguarda e expressão maior da indignação de alguns jovens guidovalenses, hoje esta mais contemporâneo do que nunca. Como as madrugadas de Brito, Renatinho, Marcinho, Luizinho, Edgar, e tantos outros foram comentadas e desqualificadas pelos "intelectuais" de nossa querida Guidoval.
Olha que para se amar Guidoval, necessariamente não é estar na cidade em todos os finais de semanas possíveis, mas sim orgulhar-se de divulgar por onde você passa e está, a honra de ser guidovalense. É lembrar como magno orgulho de sua história. Ora pois francamente, como foram atuais aqueles jovens! Como foram mensageiros da verdade futurista de nosso amado Guidoval. Talvez e com certeza, você está se perguntando: que e mais esse sonhador e desqualificado para falar alguma coisa de Guidoval, se nem mesmo aqui ele vem passar seus dias de folgas ? Será que a minha ausência, como a de tantos outros guidovalenses não é fruto das previsões do saca-rolha de outros tempos ?
Minha mensagem tem origem numa viagem no tempo que estou fazendo, lendo as primeiras edições do saca rolha, orgulhosamente desenhadas na loja de meu pai, na minha casa. Para mim que estive em Guidoval recentemente, tenho a nítida sensação que esses jornais foram editados ontem. Tudo o que foi denunciado, noticiado e reclamado pelos jovens de outrora, nada mais é do que o se pede, reclama e espera do Guidoval de hoje. Não e saudosismo, é atualização, é como dizem hoje, globalização e não "banalização" como se vê hoje me nossa Guidoval.
Quanto descaso! Quanta incapacidade legislativa, executiva e porque não dizer também judiciária! Quanto descaso!
Não podemos, não devemos esquecer nossa historia. Não devemos descartar, jamais, a capacidade intelectual daqueles jovens das madrugadas e mimeógrafos a álcool, pois eles já falavam do presente com um ou vários olhos no futuro. Era como dizer: a nossa maior chance é de que isso continuará, perpetuará, se você não se informar e mudar. Aqueles jovens já cobravam um executivo capaz, mas isso não dependia deles. Um legislativo sem sandálias havaianas, mas isso também não dependia deles. Uma prefeitura sem "teias de aranhas", mesmo que virtuais. Mas isso, também, não dependia deles.
Eles apenas mostraram o que estava acontecendo. Eles apenas mostraram o que iria acontecer. Eles apenas mostravam o caminho, mas infelizmente, nada mudou.
Como está atual o saca rolha mimeografado de ontem.
Como está antigo o Guidoval de hoje.
Será que não está na hora de convidarmos esses jovens ou quem sabe, pelo menos um deles para colocar em prática suas coerentes ideologias em Guidoval ? Será que não está nas mãos desses ou de algum desses jovens daqueles idos anos 70/80 a retomada ou porque não dizer o início da viagem de Guidoval para o futuro presente ? Conclamemos a esses jovens que botem Guidoval nos trilhos. Quem tirem as teias de aranhas da Prefeitura. Quem calcem o legislativo, que cobrem do judiciário o seu verdadeiro papel. Quem limpem literalmente a nossa Cidade, ou que no mínimo nos tragam de volta o orgulho de ser guidovalense.
Avante Guidoval. Não deixe que o vinhoto acabe com você assim como acabou como nosso Chopotó. "Guidoval eu vou te deixar, mas lá de longe...."
ERRATAS
Muitas vezes nosso jornal sai com erros e, confiantes na compreensão dos nossos leitores, deixamos de fazer as correções. Isto acontece até nos jornais ricos e altamente lucrativos que ganham muito dinheiro e vivem do ramo. Mas, na edição anterior, nº 73, houve exageros que deixaram nossos leitores em dúvidas. Então vamos fazer as seguintes correções:
Primeira página:
a) O título é : "De como eu amo uma cidade" e não De como eu amo minha cidade.
b) O texto é tirado do livro SAUDADE SAPEENSE publicado em 1982 pela Editora Mineira de Comunicações Ltda. e patrocinado pela Prefeitura Municipal de Guidoval - Prefeito José Vieira Neto.
Páginas 4 e 5:
O texto foi escrito por José Francisco Barbosa.
Página 6:
O texto com o título "José Alexandre foi embora" já havia sido publicado na página 2 da mesma edição.
Página 7:
Onde está escrito multirão leia-se mutirão (sem l).
Revolta
A não realização do Baile da Saudade deixou um número enorme de pessoas revoltadas. Para muita gente o baile da saudade é o que há de melhor da festa. É o rever amigos, bate papos, dançar boas músicas e... "matar saudades". Pois é, coroas, ficamos na saudade. Dias melhores virão.
Estranho
Para o prefeito e os senhores vereadores este ano NINGUÉM mereceu o título de Cidadão Honorário e, por isso, não houve a tradicional Sessão Solene da Câmara. Pode ser que os nossos edis estejam cansados de tanto trabalhar para o município (eles não são de ferro, né?) ou também quiseram folga para participarem da festa (eles merecem! Eles merecem!) ou então eles, e o prefeito já fizeram tantas e merecidas escolhas que já não encontram mais quem mereça o título.
Otoridade
Um grupo de jovens e amigos chegou de outro local e quis tomar o "resto" da cerveja que havia comprado. Como não era da Antárctica, um funcionário da Prefeitura quis proibi-los de tomá-las na praça Santo Antônio. Os jovens ficaram revoltados com a maneira que foram tratados e resolveram tomar as cervejas na praça, mesmo porque não estavam num ambiente fechado e a praça, como se sabe, é pública. O tempo ia ficar quente, mas a Márcia Barbosa ofereceu a casa para os jovens tomarem as cervejas lá. O pessoal, para evitar confusão, aceitou e tudo ficou bem melhor mesmo. Não valia a pena atrapalhar a festa deles por causa de gente boba.
Burrice?
Dizem que insistir no erro é burrice. E insistir na burrice é o quê? Mais uma vez em plena festa com milhares de pessoas circulando e dançando na Praça Santo Antônio e não providenciaram banheiros - mesmo improvisados - para atender o povo. Nem mesmo a limpeza e pessoas para cuidar do ÚNICO que há na praça. Naquele banheiro a imundície era enorme e levou muita gente aos vômitos e passar mal. Moças e senhoras, por exemplo, passaram por constrangimentos e situações desconfortáveis. Com alguns reais este problema seria resolvido. Isto é mais do que burrice. É afronta e desrespeito ao nosso povo e aos milhares de visitantes e depõe contra a administração da cidade que, aliás, estava preocupada era com atos bobos e de vaidade como, por exemplo, molestar quem queria tomar outra cerveja que não a Antártica.
Novo partido
Um grupo de empresários e funcionários públicos, após várias reuniões e debates resolveu fundar um novo partido na cidade e optou pelo PPS.
As filiações já estão sendo feitas e os componentes têm propostas inéditas de fazer política e de governar. Vai funcionar com o nome de Movimento de Renovação Guidovalense - MRG. No próximo número, daremos mais informações e detalhes sobre o movimento.
Festa do Cavalo
Foi bonita a festa realizada lá no campo do carrapato. Compareceram concorrentes de cidades vizinhas e o desfile foi muito bem organizado e a festa foi durante o dia todo. A primeira parte, cujos condutores cavaleiros eram crianças foi interessante e surpreendente. Almoço, lanche e bebidas com preços razoáveis e show com a dupla Aloizio e Alexandre. Parabéns aos responsáveis pela festa. Ainda vamos falar muito sobre a nova onda de cavaleiros, aqui em Guidoval.
Festa do Guido e Torneio no campo do Sete de Setembro
Já tínhamos fechado esta edição quando aconteceram a grande festa lá no Monumento do Guido e o Torneio tradicional lá no campo do Sete. Vamos fazer reportagens e publicar na próxima edição para deixar tudo registrado.
Repercussão
Foi grande a repercussão da Edição Especial do Saca-Rolha nº 73. Muitas pessoas chegaram a chorar de emoção. Temos recebido cartas e mensagens de elogios sobre aquela edição. O que mais repercutiu foi a crônica "Se esta rua fosse minha", escrita por José Francisco Barbosa.
Mau exemplo e vergonha
Na cerimônia de hasteamento das bandeiras nacional, estadual e municipal nem mesmo as autoridades do município estavam presentes. Sentimos vergonha e tristeza.
Sobre os festejos do Dia do Guidovalense
ACABOU:
I - Baile oficial do dia 26 de julho. Aconteceu durante muitos anos, era famoso e vinha muita gente das cidades vizinhas para dançar;
II - corridas de bicicleta com prêmios aos vencedores. Animavam a festa e a participação era grande;
III - música sertaneja com a participação de violeiros e cantores da zona rural, principalmente;
IV - futebol com grandes times de outras cidades visitando a cidade.
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