Saca-rolha n.º 86
xx de xx de x.xxx
O pião, o galinho e o menino
Rodrigo M. de Oliveira
Certo dia estava eu vagando por uma estrada quase deserta, quando avistei à frente de uma casinha pequena de telha, um menino brincando. Era um 23 de dezembro.
Enquanto eu aproximava ia reparando a sua brincadeira. Tinha em suas mãos um pião. Enrolava firmemente o barbante nele e o atirava ao solo, girando velozmente. Curiosamente, atirava-o como se estivesse mirando-o em alguns grãos de milho que estavam no chão. Outro ponto curioso, um pequeno frango, observava o pião girando e comia os grãos que fossem arremessados pelo giro do brinquedo.
Aproximei-me e perguntei se gostava de brincar com o pião. A resposta positiva veio acompanhada de um convite para brincar com ele. Ainda não entendia a mansidão daquele frango ali, parado e a atacar apenas os grãos arremessados. Então perguntei:
Foi então que ele me explicou. Há dois anos ele tinha escrito uma carta para Papai Noel, pedindo um pião de presente. E disse a ele que não pediria nada no ano seguinte. Como agradecimento, prometeu que a partir daquele dia procuraria sempre cuidar de seus amigos. Como por aqueles lados não morava ninguém, ele pegava alguns pintinhos e cuidava deles durante toda a vida. Por isso eram tão mansos e "comportados". Belo exemplo de solidariedade. E percebi a responsabilidade que o pequenino tinha com o galinho. Pensava sustenta-lo assim como seus pais vaziam com ele.
E o menino disse mais. Segundo ele, o pião era sua árvore de Natal. O formato era semelhante. Bastava virar o pião com a ponta para cima, para que tivesse em suas mãos a sua Árvore Natalina. E mais, enquanto girava, o brinquedo arremessava os grãos de milho que voavam longe em fração de segundos, como o piscar, também rápido, das lâmpadas pisca-piscas usadas nos enfeitem mais requintados que havia na cidade. Um pequeno pedaço de barbante circulava firmemente o pião. Como já era velho, o brinquedo tinha uma rachadura bem centralizada e que fatalmente o partiria ao meio num futuro não muito distante. E o menino usava a imaginação para comparar este barbante aos enfeites de algodão usados nas árvores de Natal.
Quando perguntei o que ele gostaria de ganhar de presente naquele Natal, respondeu tristemente que gostaria de ganhar um pião novo porque aquele ali não demoraria quebrar. Porém, não tinha dinheiro nem pra pagar uma carta nos correios, já que seus pais tinham adoecido. Confesso que meus olhos encheram d´água e coloquei em sua mão uma moeda, suficiente para pagar a humilde correspondência endereçada ao "Bom Velhinho".
A conversa aquele dia parou por ali. Porém corri pra agência dos correios na cidade e contei a história ao carteiro. Por coincidência, era ele quem tinha recebido a correspondência dois anos antes e dado o pião de presente, sem que a criança soubesse, é claro. Pedi a ele que guardasse a carta do jovem e que eu dessa vez daria o presente. Apenas o pedi uma ajudinha para que pudéssemos fazer uma doação de roupas e alimentos, já que os pais estavam doentes.
E assim fizemos. Entregamos os alimentos e roupas para os pais e combinamos que o presente do menino – um pião novinho - deveria ser colocado sobre seus chinelinhos atrás da porta, conforme o costume.
Precisei fazer uma viagem, inesperada, de modo que não pude mais encontrar com o menino naqueles dias. Perdi a, imagino, beleza do sorriso daquela criança ao achar o presente. Uma das sensações mais gostosas do mundo que é a de acordar dia 25 de dezembro e encontrar um presente sobre os chinelinhos atrás da porta!
Início de ano novo, ia novamente por aquela estrada quando avistei o pequenino. Dessa vez, foi ele quem me abordou na estrada. Chamou-me todo eufórico no pequeno terreiro da casinha onde brincava com o pião, acompanhado, atentamente, pelo seu amigo galinho. Seus pais ouviram a conversa e chegaram à janela, cumprimentando-me. Porém, estranhei quando vi nas mãos do menino o pião velho. O novo estava encostado num canto. O jovem o pegou e entregou-me dizendo:
- Pronto, agora o senhor pode brincar comigo. Vamos ver quem acerta aquele grãozinho ali e o lança para o galinho? – propôs com o maior sorriso de agradecimento e carisma possível.
Brinquei ali por alguns minutos, devolvi-lhe o pião, marquei uma nova data para brincar e fui à cidade. Ainda não tinha lido a carta escrita por ele nos correios.
Chegando lá, o carteiro já a tinha separado.
Confesso que me emocionei quando a li. A carta dizia:
"Querido Papai Noel,
Não sei se o senhor se lembra, mas chegou o ano de eu pedir presente de novo. Peço um pacote de saúde pro papai e mamãe, porque eles estão doentes. E se o senhor puder atender dois pedidos, peço também um pião novo. Vou explicar o por quê. Onde eu moro, não tenho amigos, o senhor sabe, porque não mora ninguém perto da minha casa. Mas fiz um amigo novo. É um moço, muito legal, que passa sempre por lá e que pode brincar comigo de pião. Aquele que o senhor me deu da outra vez está quase quebrando, mas ainda dura um tempo se eu o colar com ´Durepoxi’. O pião novo é para meu amigo brincar comigo.
Um beijo e Feliz Natal pro senhor e suas renas."
Arrepiei-me... O coração batia forte... Eu conhecia um menino, que mostrava seu carinho e cuidado até mesmo com um galinho, via que a Árvore de Natal pode estar representada na simplicidade de um pião, adorava compartilhar seus brinquedos e sabia que saúde e amizade são os maiores presentes que se pode pedir a Papai Noel.
MEG lança campanha de coleta de pilhas e baterias usadas
O Movimento Ecológico Guidovalense (MEG) começou a distribuir desde o dia 01 de dezembro recente alguns pontos de coleta de pilhas e baterias usadas. Os pontos são os próprios estabelecimentos que vendem pilhas e baterias.
Pela resolução 257/1999 do Conselho Nacional de Meio Ambiente (CONAMA), fica estabelecido que o fabricante de pilhas deve recolher as pilhas e baterias usadas para dar-lhes um destino ecologicamente correto. Assim como o comerciante deve também está apto a recebê-las do próprio consumidor no seu estabelecimento.
Todo o material recolhido em Guidoval será juntado num depósito maior, localizado no escritório local da EMATER, de onde seguirão para os respectivos fabricantes.
Se jogadas no lixo comum, as pilhas podem vazar. Nesse momento, metais que entram na sua composição, tais como chumbo, cádmio e mercúrio caem no solo, podendo contaminar, também, água e ar (esta última forma de contaminação ocorre quando as pilhas são queimadas).
Portanto, não se esqueça, ao comprar uma pilha nova, entregue a usada ao dono do estabelecimento para que ele possa encaminha-la para a coleta e o destino adequado.
Pombos são mortos no centro da cidade
Freqüentemente têm aparecido na cidade pombos mortos. E não são casos isolados. Geralmente aparecem mortos em grupos.
Alguns moradores reclamaram que seus cães morreram após comerem estes animais mortos. Cães, sem donos, também tem sido encontrados mortos. Esse fato tem levado alguns a apostarem no envenenamento dos pombos.
Pela lei de Crimes Ambientais, lei 9605, Art. 29, "Matar, perseguir, caçar, apanhar, utilizar espécimes da fauna silvestre, nativos ou em rota migratória, sem a devida permissão, licença ou autorização da autoridade competente, ou em desacordo com a obtida" pode levar o infrator a detenção e multa.
Jovem Guidovalense Disputa Corridas pelo Brasil
Rodrigo M. de Oliveira
O atletismo é o mais antigo dos esportes e dele originaram vários outros como: futebol, handebol, voleibol, a ginástica, a equitação, o basquetebol, a esgrima...
E foi justamente este esporte, de onde deriva a palavra atleta, que chamou a atenção de um jovem guidovalense, Romeu Moura Silva de 23 anos. Nesta entrevista concedida ao SR, Romeu conta um pouco da sua vida como atleta.
O início de tudo
Romeu conta que começou a se interessar pelo atletismo logo cedo. "Adorava correr". Recorda que ia correndo pelas estradas enquanto ia pra roça, ajudar o pai na lavoura. "Era um divertimento", lembra. Outro fato que o impulsionou foi que seu pai, Antônio Jorge, era presença certa nas antigas "Corridas a Pé" durante a Festa de Sant’Ana em Guidoval. Começava a ser delineado na memória do jovem Romeu, o perfil de um atleta. Anúncios cada vez mais constantes no rádio e televisão e transmissão de corridas ao vivo pelo país, foram suficientes para transforma-lo em um atleta amador. Com 20 anos de idade, já corria pelas ruas de Guidoval. Porém, até então, era uma forma de lazer, de esquecer problemas, de evitar uma depressão...
Incentivos
Seus grandes incentivadores são Luiz Pinheiro e Vicente Dutra (Planalto). Os treinos são orientados pelo amigo Artur de Castro, de Petrópolis-RJ. Sem patrocínio oficial, são eles que sempre dão um jeito de arrumar um auxílio para Romeu se inscrever nas corridas. Uma boa parcela do dinheiro gasto nelas sai do próprio bolso, do salário que recebe trabalhando numa fábrica de móveis na cidade.
Corridas disputadas
Várias foram as corridas disputadas, entre elas: Meia Maratona do Rio de Janeiro (21,1 Km), Vigésima MEDCOR (Petrópolis-RJ, 7 Km), III Corrida de Barbosa Lage (Juiz de Fora-MG, 12 Km), II Volta Internacional da Pampulha (Belo Horizonte-MG, 17,850 km), sempre chegando em boas posições.
Preferências e treinos
Romeu enfrenta qualquer corrida, dentro das suas limitações, mas destaca que prefere corridas com percurso entre 10 e 20 Km. Para isso, treina forte, correndo uma média de 100 Km por semana para manter o condicionamento físico.
Futuro
Romeu sabe que o futuro depende da sua vontade, do seu empenho, da sua dedicação. Por isso, treina forte e consciente. Deseja um dia ser um atleta profissional e poder ajudar a família a contornar problemas sociais, educacionais e financeiros. Espera ansioso por uma boa vitória que possa alavancar sua vida e dar-lhe "condição de comprar uma casa nova pra família", diz.
Com tanta sobriedade, humildade e espírito de esportista, estamos torcendo por você. Siga em frente, lute pelo seu ideal. Guidoval torcerá por você a cada corrida. E não se esqueça que o esporte encanta pela beleza que possui e pela garra dos participantes: vocês, atletas.
Expectativa
O senhor Ângelo Pereira Coelho (Lu) começa a governar nosso município em janeiro. Há grande expectativa sobre como será seu governo. Talvez por maldade espalharam na cidade que ele não vai mandar e sim alguns membros do grupo que o apoiou e que ele teria sido candidato nessas condições. Falam também que além da austeridade o município será administrado com "mão de ferro". Boatos ou não, é natural que tudo isso gere expectativas num povo sofrido que viu nosso município praticamente parado durante quatro anos.
Não acreditamos que o prefeito eleito vá se submeter a uma posição de mero executor de decisões de outras pessoas como não acreditamos, também, que seus companheiros tivessem essa vontade de expô-lo em situação ridícula. Conhecemos o Lu e muitas pessoas que influenciaram e o ajudaram muito a se eleger.
Por isso, acreditamos, sim, que o prefeito eleito exercerá seu cargo com dignidade e autoridade e, sensato, ouvirá os amigos que o ajudaram e logicamente merecem influenciar em sua administração. Isso é normal e o bom administrador inteligente sabe que precisa de pessoas competentes para ajudá-lo. E no grupo de apoio do Lu há pessoas assim. O que o prefeito precisa é tomar cuidado com algumas pessoas que o apoiaram e falam muito, muito além da sua real importância política. Falam como mandões, geralmente com humilhação aos adversários, tentando passar uma importância que de fato não têm. Tais atitudes comprometem a convivência amigável que o prefeito eleito deseja com todos.
São necessários o esforço mútuo e a compreensão entre a população e o prefeito. É preciso lembrar que de cada 100 eleitores a maioria não votou no Lu. Mais de 63 votaram noutros candidatos. Sem falar que quase 500 anularam o voto ou votaram branco e mais de 600 nem saíram de casa pra votar e a diferença entre o 1.º e o 2º colocados foi menos de meio por cento.
Esses dados são importantes para análise e servem para diminuir a arrogância comprometedora de alguns eleitores eufóricos.
Em nome do progresso de nossa terra e para o bem do nosso povo, o Saca-Rolha deseja sucesso a administração de Ângelo Pereira Coelho e pede a todos os guidovalenses que colaborem com ele porque, até prova contrária, ele merece.
Associação Comunitária Fará Eleições
ACG é disputada mais por interesse político. Comunidade da Rua do Alto fica indiferente
A Associação Comunitária Guidovalense escolherá uma nova diretoria, agora no princípio de 2001. Algumas reuniões foram feitas e há indicação de que as eleições acontecerão fora da época prevista.
A ACG é interessante principalmente para as comunidades da Rua do Alto e Pedra Branca, mas a maioria das pessoas dessas comunidades sempre foram indiferentes quanto à escolha dos seus dirigentes. Por serem importantes redutos eleitorais a conquista da diretoria da Associação foi sempre por interesse político por parte de algumas pessoas e grupos. Apesar de muitas pessoas participarem com objetivo exclusivo de prestar serviços às comunidades, o número de politiqueiros é grande e atrapalha o bom funcionamento da ACG. As comunidades da Rua do Alto e Pedra Branca são muito fortes, mas seus moradores têm sido indiferentes aos acontecimentos e eleições dos dirigentes da ACG e por isto até aqui a Associação não fez tudo o que podia, em benefício da região. Sempre houve dirigentes que trabalharam muito, mas a apatia de uns e a interferência política de outros sempre atrapalharam muito no funcionamento da ACG. Confusões, desavenças e manipulações políticas serviram para prejudicar.
O povo da Rua do Alto e Pedra Branca são muito importantes e fortes no contexto guidovalense. Está faltando mais interesse e também maior participação dos moradores. Quando isso acontecer, o progresso da região virá e Guidoval tomará conhecimento do valor e força daquela gente.
Tomara que as comunidades despertem para isto e se unam, para o bem próprio.
Teste o seu I.V.
A velhice está chegando, você já está velho, ou nem se deu conta ainda de que o tempo passa, o tempo voa (e Brasília continua numa boa)?... Pois faça um teste I.V. (Índice de Velhice) d-e-f-i-n-i-t-i-v-o, respondendo às perguntas com pureza d’alma – não engane a si mesmo (mesmo que engane os outros...)
Você tomava leite de garrafinha de vidro com tampa de alumínio?
Comia geléia de mocotó Colombo?
E sua primeira bebida alcoólica, foi Cuba Libre? (feita, é evidente, com Ron Merino). Gostava de Grapete? E lembra: "quem gosta de grapete repete". E de fiufiu, que uva! Quem eu? Não, Grapete. Dor de cabeça passava com cibalena? Pomada Minâncora curava espinhas de adolescentes? Atroveram combatia cólicas? (Pois ainda combate)? Você tomou Emulsão de Scott? E o óleo de rícino? "Dura lex sed lex, no cabelo só Gumex", era seu slogan? Sua mãe passava nenedente em sua gengivinha rosada? Você usou fralda de pano e calça plástica? O que era rhum creosotado? E stacomb? E o regulador Xavier? Que prêmio vinha no sabonete Lifeboy? Você foi um bebê Johnson feliz? Passava Brylcrem no cabelo? E quina petróleo? Jogava blibloquê, ferrinho, bola de gude, rodava pião, armava alçapão? Tebe Mug? Andou de rolimã? De patinete, de patins com quatro rodinhas, brincou de queimada? Sabia (sabe ainda) a música do Bat Masterson? Quem era Tddy Boy Marino? Foi viciado no Repórter Esso? Viu a Copa do Mundo de 70 pela TV em preto e branco? Era fã do Topo Gigio? Lembra de "Príncipe veste hoje homem de amanhã"? Quem foi Jonhnny Weissmuller? Lasse? Rin-Tin-Tin? Ouvia o programa Balança Mas Não Cai no rádio? Via filmes do Mazzaropi na matinê? E as chanchadas da Atlântida? Gostava do Amigo da Onça? Ouvia disco de 78 rotações, compacto simples, duplo e long play? Revista O Cruzeiro? Realidade? Revista do Rádio? Teve um keds? Vestiu calça boca de sino? E Saint-Tropez? Assistiu escondido "E Deus criou a mulher", suspirando por Brigit Bardot? Usou sapato Tank colegial? Camisa volta ao mundo? Calça de tergal? Sapatinho boneca de verniz? Vestido tubinho, saia balonê e capote redingote? Ia para o colégio de japona? Calçava galocha? Festinha chamava de arrasta-pé ou jantar dançante? O ensino era dividido em primário, admissão ginásio, clássico/científico? Você chamava comercial de reclame? Fazia touca no cabelo? Revista em quadrinhos era gibi? O que é boco-moco? E brocoió? Sua família tinha caderneta no armazém? Matava moscas com "flit"? Lavava com anil? Você andou de Sinca Chambord? De lambreta? De Vemaguete? E de Gordine? De carrão de tala larga e roda de magnésio? Sua casa brilhava com cera Parquetina? Fez curso de datilografia? Usava desenhocop? E mata-borrão?
Se você respondeu "sim"sinceramente a 40% das perguntas não tem escapatória: você está pra lá de Bagdá. Se você já ganhou de presente um perfume que os japoneses inventaram "para aplacar os odores da velhice", entregue os pontos, você já morreu e nem sabe. <:O))
SOCIAIS
Obs.: De S1 a S12 é matéria para a página 3
ANIVERSARIANTES:
DEZEMBRO:
04 – Mateus Augusto de O. Silva
09 – Maria de Fátima F. Gonçalves
16 – Thalita Lopes Rocha
22 – Viviane Oliveira
23 – Ana Paula A. Almeida
25 – Nazareth P. Trindade, Déborah Franco Gonçalves e Evandro Marques de Oliveira
27 – Cleiton Carlos de Souza
28 – Jacqueline T. Ribeiro e Paulo César Victor
29 – Mônica Aparecida Soares, Jéssica A. de Almeida e Maria do Carmo S. Miranda
31 – Miriam Aparecida Arquete
JANEIRO
03 – Rodrigo Marques de Oliveira (colaborador do SR) e Hellen Riguine
04 – Brenda Castro de Oliveira
09 – Karla V. C. Cruz
10 – Heber de Freitas
14 – Nilton Santos S. Venancio
15 – Ana Paula Vieira Venancio
FELICIDADES
Para Bianca (filha do Zequinha da Caixa e Leninha) e para a Nívea da Silva Fouraux
Parabéns
Para o casal Celso e Conceição por mais um aniversário de casamento.
Elaine e Jair
Vão se casar no dia 20 de janeiro de 2001 na Igreja Matriz de Guidoval.
Ildefonso (Dé), Lourdes e Thais
Recebemos um lindo cartão de Natal deste grande trio. Desejamos que vocês recebam em dobro, tudo de bom que nos desejarem.
Calouros
A "Calouros do Samba" programou, e deu certo, um almoço e na ocasião foi escolhido o samba-enredo para o carnaval 2001. As músicas concorrentes foram julgadas por um júri composto por pessoas de Ubá.
A escola está satisfeita com o sucesso do evento e a colaboração e participação popular.
Feira de Cultura
A Escola Estadual "Mariana de Paiva" promoveu mais uma vez a sua Feira de Cultura. Tudo que foi mostrado na "Feira" justifica o título. A organização e idéias dos professores foram boas e os alunos saíram bem nos seus trabalhos e na apresentação. Estão de parabéns porque têm dado muitas alegrias e boas surpresas aos visitantes.
E. M. Antônio Barbosa Neto
Foi muito agradável assistir à festa de encerramento das aulas e "formatura" do pré-escolar da EMABAN nos dias 14 (turno da manhã) e 15 (turno da tarde) de dezembro. Criancinhas vestidas adequadamente imponentes, de bom comportamento cívico e felizes com a formatura. Cantaram hinos, discursaram para os colegas, professores, pais e paraninfos. E fizeram, com muito orgulho, o juramento. Aplausos para os formandos, seus pais, direção e professores da EMABAN.
Guidovalense vai gravar CD
A maior parte dos artistas brasileiros sofre para vencer e conseguir mostrar seu talento e obra. Recorrem ao patrocínio de empresas, amigos e conterrâneos. O Brasil está cheio de artistas famosos que começaram assim.
O guidovalense Ildefonso José Vieira lutou e está quase conseguindo mostrar seu talento. Sabe quantos empresários guidovalenses ajudaram-no? NENHUMMMM.... Não é que os empresários guidovalenses sejam sovinas. Lembram-se do que eles fazem para o futebol (de fora), conjuntos, bandas, etc? Eles têm bom gosto. O problema é que o Dé é de Guidoval. "Ah... onde já se viu cara nascido em Guidoval ser alguma coisa, ter algum talento, merecer alguma coisa? Hum...."
Jantar de confraternização e noite de autógrafos
A E.E. "Mariana de Paiva" realizou um "jantar de família" para todos professores e funcionários daquela escola e convidados. A idéia foi boa e via-se a alegria estampada no rosto dos presentes. Foi mesmo um encontro de uma enorme família cujos irmãos se respeitam e se admiram.
Na ocasião a nossa conterrânea Maria das Graças Santos Carmo autografou seu livro "Na Contramão da Vida". Estavam presentes a mãe Maria Aparecida, o maridão Mauro Heleno (Nino) e o irmão garotão José Cristiano (Juca).
Ainda não lemos o livro mas vamos lê-lo e fazer comentários.
Onde estão?
Os guidovalenses ausentes e os visitantes que sempre nos visitam nesta época de Natal, Ano Novo, verão? Cadê?
Grande desejo
É o nosso para que você, leitor, e toda sua família tenham um Ano Novo com muita saúde, paz e que nada lhe falte, principalmente amor.
QUEREM DIVIDIR A CALOUROS
Há uma tentativa de criar problemas e polêmicas dentro da Agremiação "Calouros do Samba". Há tempos a Escola vinha com alguns problemas internos, mas daqueles problemas comuns em instituições que engloba muita gente. As coisas pioraram quando um membro da própria diretoria andou se referindo à escola de forma que não agradou ao atual presidente, Raimundo Francisco (Tilúcio). O presidente resolveu afastar o diretor porque o cargo que ele exercia é da confiança da presidência. Aí começou a confusão e o diretor disse que havia sido "expulso" da escola. Foi um mal entendido. Ele só foi afastado do cargo. Houve quem se aproveitasse dessa confusão e andaram envolvendo nomes de vários membros da "Calouros" e até notícia que seria criada outra Escola de Samba e que a Rua do Alto criaria a "sua escola".
Tentaram fazer inimizades entre o Tilúcio e a família do Noel Medeiros. Todos sabem e a história da Calouros registrou a importância e os grandes serviços que Noel e família fá prestaram à Agremiação. E todos reconhecem isso. Portanto, as tramas não devem dar certas.
VILA TRAJANO
Falando em Escola de Samba é estranho que a "Azul e Branco" esteja assim tão devagar. Não está na hora de a Escola da Vila Trajano se movimentar mais? Ou será que estão de surpresas preparadas?
PERDER O VOTO
Renato Moreira
Na edição anterior eu fiz um agradecimento sincero aos 87 eleitores que votaram em mim para vereador. Alguém me disse que "perdeu seu voto" porque votou em mim e eu não fui eleito. Prometi que nesta edição falaria sobre o assunto "perder o voto". Confesso que escrevi muita coisa sobre esse assunto e eu mesmo me censurei.
Resolvi então dizer o seguinte: o que é GANHAR O VOTO? Acho que deve ser ver o seu eleito administrar bem a cidade e no final do mandato ter sido, pelo menos, um pouquinho positivo. Ver o seu vereador fazer projetos ou dar idéias, preocupar-se com os problemas da administração do município, fiscalizar, cobrar, trabalhar, lutar pela melhoria de vida do povo (educação e saúde, principalmente), preocupar-se em fazer alguma coisa que justifique o salário que recebe. Salário que vem do fruto do trabalho dos lavradores, do povo da Vila, da Rua do Alto, de todos os bairros e do centro da cidade. Dos industriais, dos comerciantes e todos prestadores de serviços. Se os seu candidato eleito não fizer por isso que foi descrito antes, eu pergunto? VOCÊ GANHOU SEU VOTO?
Basta pensar um pouco e todo mundo verá que PERDER ou GANHAR O VOTO é muito relativo. Agora se o eleitor quiser fazer uma experiência e lembrar dos candidatos que escolheu e perguntar-se: eu ganhei meu voto? A maioria, pertinho da totalidade, vai chegar a triste conclusão que PERDEU seu voto. É claro que estão excluídos os que trocaram o voto por algum benefício, financeiro ou não. Esses não são eleitores propriamente ditos. São mercadores. Como se vê, o assunto PERDER O VOTO é relativo.
A POLÍTICA GUIDOVALENSE
a) Presidência da Câmara
João Coelho é candidato a presidente da Câmara. Pela sua formação intelectual, experiência de vida e na vida pública ele é o melhor candidato. Pelo menos ele sabe o que é ser vereador, sabe dos seus direitos, deveres e obrigações junto aos que o elegeram e a sociedade em geral que vai pagar seus salários. Muita gente não está acreditando numa lei chamada Lei de Responsabilidade Fiscal e pensa que o império da incompetência vai poder continuar e quer, mais uma vez, compor a Mesa da Câmara de acordo com interesses políticos partidários. Por isto João Coelho talvez não se eleja. As conseqüências virão depois. É só esperar.
b) Despedida do Prefeito
O prefeito Mateus foi à Câmara para se despedir dos vereadores e agradecer a "colaboração"dos vereadores. Entre outras coisas ele chorou e disse que foi "o melhor prefeito de Guidoval". Isto mesmo, "o melhor prefeito" que Guidoval já teve. Isto é tão constrangedor e chocante que nenhum vereador achou ruim com ele e nem achou graça no que ele declarou. Os vereadores na sabiam o que fazer.
c) Trem da Alegria
O prefeito e a Câmara Municipal fecharam com "chave de ...." mandato e legislatura. O prefeito mandou um projeto que basicamente diz o seguinte: todos os contratados terão que ir embora. Mas se o Lu quiser contratar alguém "terá que dar preferência aos que foram contratados pelo Mateus". Os "nobres colegas" e "excelentíssimos senhores" vereadores votaram "sim" por "unanimidade". Grande despedida. É difícil de acreditar, mas é verdade.
O Lu não precisa se preocupar nem ficar revoltado. Basta querer agir, porque o projeto além de uma indecência é inconstitucional.
d) Inovação
O senhor Edson Vieira Dias, presidente, pediu licença da Câmara por motivo de doença. Mas continuou seu trabalho como funcionário da prefeitura. Onde já se viu isso? A pessoa fica doente só para não "trabalhar" como vereador, mas para outras atividades não. Coisas da Câmara e dos vereadores de Guidoval.
e) Lúcio Garcia, Maria do Pombal e João Enfermeiro
João Coelho, cheio de boa vontade, Silvestre, vereador experiente, João do Bigode, campeão de votos. São do PMDB e parece que eles não querem criar dificuldades para a administração do Lu. Lúcio Garcia foi o único eleito pelo PPS. Maria do Pombal, após muita luta conseguiu seu primeiro mandato, precisa se firmar como vereadora e João Enfermeiro, independente.
Tudo indica que o PMDB e esses três vereadores de partidos diferentes estarão unidos para elegerem a Mesa da Câmara.
Guidoval: 1900 e antigamente...
Rodrigo Marques de Oliveira
Continuando nossa série, nesta edição vamos relembrar fatos antigos da educação em Guidoval. Vamos voltar no tempo e reerguer na memória a antiga escola Mariana de Paiva.
Temos algumas poucas informações de que o prédio da escola teria sido construído por volta de 1930. Sua construção foi acompanhada de perto por Inácio de Castro, genro do Coronel Joaquim Martins. Seu Trajano, casado com Ana Carolina de Mendonça (Dona Nininha), era o inspetor da escola e primo de Odilon Behrens, então secretário de educação de Minas Gerais. Sendo assim, foi fácil trazer o secretário para a "reinauguração" do "Grupo Escolar Mariana de Paiva" em julho de 1952.
A humilde escola possuía duas salas de aula. Ambas eram muito quentes, pois a ventilação não era suficiente. As carteiras, feitas de madeira e ferro, possuíam encosto alongado; assim, um estudante escrevia no prolongamento do encosto da carteira à sua frente. Tinha também os quadros negros feitos de madeira, onde mesmo naquele tempo, já se escrevia com giz comum. Segundo informações as turmas eram grandes e chegavam a possuir até 70 alunos.
A merenda, quando havia, era preparada numa pequena cozinha. Diga-se de passagem, que o vasilhame foi adquirido com dinheiro de rifas organizadas por Marlene Cardoso (professora) e vendida pelos próprios alunos da escola.
A escola não tinha água encanada. A dificuldade para se fazer merenda e manter banheiros limpos era um grande desafio a cada dia. Desafio esse enfrentado pela Dona Zizica, Maria José da Costa, a primeira servente da escola. Ela morava onde hoje é a casa do Sr. Geraldo Bolívar e carregava latas cheias d’água para abastecer a escola. Quanto sacrifício!!!
As enchentes naquele local eram constantes. Bastava uma chuva mais forte e lá estava a Escola Mariana de Paiva mergulhada na água. A foto ao lado foi tirada durante uma enchente que atingiu a escola em novembro de 1944. Numa das enchentes mais fortes, 1962/1963 (?), a destruição na escola foi bastante visível. O assoalho de madeira soltou-se e boiava nas salas, livros de registro foram levados pela água... Foi quando o prefeito em exercício na época, Eduardo Nicodemo Occhi, providenciou um piso de cimento em substituição ao de madeira arrancado pela enchente.
A escola funcionava em três turnos: 07às 11hs, 11 às 14hs e 14 às 17hs.
A partir do início de 1964 a escola já estava desativada naquele local. Não tinha como atender a tantos alunos (já havia várias salas de aula funcionando provisoriamente em outros locais) e nem podia ficar num local onde as águas do Chopotó e do Córrego da Laginha costumavam visitar. As salas tinham sido unidas e formavam agora um grande salão onde se realizavam festas de 15 anos, Baile da Saudade e outras. As salas de aula tornavam-se agora um salão para festas. Funcionou ali, também, a biblioteca municipal. Bom, pelo menos teoricamente, porque na prática... Biblioteca e salão de festas, esta combinação foi mais que suficiente para dar à antiga escola o apelido de "Biblioteca Dançante".
Demolida no final da década 1960-1970, a escola deu lugar à Praça Santo Antônio, inaugurada em 26/07/1973 em comemoração ao Dia do Guidovalense e homenagem ao centenário do nascimento de Santos Dumond.
Algumas professoras que lecionaram na antiga escola Mariana de Paiva: Zilda de Araújo Mendonça, Estér Vieira Reis, Dona Jesuína Simões, Lyra de Araújo Porto, Carmem Cattete Reis Dornelas, Maria dos Anjos Arantes, Meyre Vicentina Arantes, Maria da Glória Queiroz Reis, Eurides de Andrade Reis de Araújo, Ivone da Conceição Pereira, Irene Avidago Cruz, Cecília Vieira, Arlete Avidago Andrade.
Documentos comprobatórios foram perdidos. Essa é a grande dificuldade para se escrever esta coluna. Ela vem sendo escrita através do confronto de histórias e poucos documentos que encontramos. Caso tenha algo que possa nos ajudar, entre em contato. Nossa história depende de cada um de nós. Abraços.
FORUM DE DEBATES
Convocação x convite
ACIRSEG – Associação Comercial, Industrial, Rural e Serviços de Guidoval, convoca os membros da diretoria e convida as autoridades constituídas bem como as pessoas interessadas em geral, para um FORUM DE DEBATES sobre problemas guidovalenses para apresentarem suas idéias, opiniões e sugestões que, depois de debatidos pelos presentes, serão priorizados e enviados aos órgãos competentes para soluciona-los.
O fórum acontecerá na Escola Municipal Antônio Barbosa Neto, no dia 13/01/2001 às 14:00.
Contamos com a presença das autoridades, bem como de todos que tenham idéias a apresentar, disposição para discuti-las e bom senso para prioriza-las.
Contando com o comparecimento e a boa vontade de todos, aguardamos a sua honrosa presença.
Presidente da ACRSEG